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Grutera | Entrevista

“O feedback das pessoas também tem sido óptimo. Estou grato por esta fase.”

Grutera é Guilherme Efe, e no dia 11 de Setembro “Aconteceu”, ficou finalmente disponível para ser ouvido e apreciados por todos, depois do confinamento forçar ao adiamento da edição, inicialmente prevista para Maio. Foi exactamente com este pretexto que colocámos algumas perguntas a Grutera, que podem encontrar aqui por baixo e ler enquanto se deixam embalar pela sua guitarra.

Há uns anos, numa entrevista dizias que Grutera não queria dizer nada. E agora, algumas voltas ao sol depois, como olhas para ela?

Continua a não querer dizer nada a não ser isto que faço – um tipo a tentar dizer coisas com a guitarra, porque isso é terapêutico para ele e espera que também seja para quem ouve.

Lanças-te uma iniciativa no Patreon onde ias disponibilizando conteúdo exclusivo relacionado com o ter novo álbum a todos os Patronos que decidiram apoiar-te. Que balanço fazes da iniciativa, volvidos alguns meses?

Foi positivo porque o objetivo era conseguir alguns conteúdos para os mais interessados durante este período de espera extra e ao mesmo tempo ajudar financeiramente a pequena equipa que trabalha comigo e que se viu sem concertos.

Dizes que “Sur Lie”, o teu álbum anterior te envergonha actualmente. Alguma razão em particular, ou é simplesmente fruto do teu crescimento e amadurecimento como artista e pessoa?

Envergonha porque quero sempre fazer melhor e acho sempre que não é suficientemente bom, mas com o devido distanciamento consigo ver com alguma imparcialidade e aí tenho orgulho no que fiz.

Como foram para ti, estes meses de reclusão, longe do contacto com outras pessoas e com a necessidade de repensar a forma como ias dar a conhecer o “Aconteceu”?

Foram bons, passei muito tempo em casa com a minha namorada e deu para fazer e aprender imensas coisas que queria e não tinha tempo. Honestamente, foram sempre coisas bastante criativas mas nada relacionadas com música.

Referes-te que “Aconteceu” é “um disco sobre memórias e sobre pessoas que me são queridas”. Há canções que te sejam mais queridas?

São todas, todas são momentos especiais destes 5 anos, não consigo eleger uma.

Quando se escutam as composições do álbum, parece que surge sempre a vontade de querer partilhar o momento com alguém bem perto de nós. Talvez seja simplesmente um sinal dos tempos turbolentos que vivemos ou é algo mais do que isso?

Não sei, mas que isso é sinal que gostaram do que ouviram, porque só isso é que faz sentido partilhar, espero eu.

Aquilo que ouves reflecte-se na música que compões? E já agora, o que tens andado a escutar com maior recorrência?

Claro que tudo me influência, não só a música mas tudo o que vejo e vivo. Tenho ouvido Bonobo, Rhye, Kishi Bashi e Parcels. Foram as últimas 4 discografias que ouvi.

Tens três datas agendadas para este mês. Já tocaste a primeira. Qual a foi a sensação? Como te soaram as novas canções, agora já com pessoas à tua frente para as escutar?

Já não tocava há muito tempo ao vivo e foi muito bom regressar. Até agora estou muito contente com o som que tenho conseguido ao vivo. Há uns anos que comecei a tocar com guitarras semi acústica electrificadas e com o som processado por pedais e fica muito mais fácil conseguir um som forte e equilibrado para uma sala de qualquer dimensão. O feedback das pessoas também tem sido óptimo. Estou grato por esta fase.



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