“Gula Perversa” | Janet Evanovich

“Gula Perversa” | Janet Evanovich

Não julgues o livro pela capa

Fica desde já o aviso. Muito provavelmente, ao olhar para a capa (e contracapa) de “Gula Perversa” (“Wicked Apettite” no original), da escritora Janet Evanovich, uma boa parte dos amantes de um bom policial ou do lado fantástico da literatura vão torcer-lhe o nariz.

Basta pensar que o livro é vendido na capa com o lema “Cai na tentação. Não te livres do pecado”, e terão uma ideia da embalagem em que as páginas vêm embrulhadas. Porém, “Gula Perversa” está longe de ser um livro fútil ou construído eroticamente à sombra da bananeira. Não se nega a sua carga física ou um toque habilmente feminino, mas as divertidas personagens e uma intriga que usa e abusa da comicidade garantem momentos de pura disposição.

“Gula Perversa” é o livro que inaugura a série Lizzy & Diesel, com edição nacional pela Topseller. Lizzy Tucker (Elizabeth Tucker no BI ou Cartão de Cidadão) é para muita boca – e estômago – a rainha dos cupcakes, apesar de uma má experiência no curso de artes culinárias, onde chumbou na cadeira de molhos. Lizzy acaba de deixar Nova Iorque e mudar-se para Salem, onde vive numa casa histórica em terra de bruxas e mitos, trabalhando como chef na Dazzle`s, uma das pastelarias mais afamadas da cidade.

Tudo parece correr na perfeição até ao dia em que dois homens entram de rompante na sua vida: Gernwolf Grimoire, de aspecto sombrio e vestido num monocromático negro; e Diesel, um tipo com muito bom aspecto e que assumirá a função de anjo protector. Ambos procuram as sete pedras de Saligla, representantes dos sete pecados mortais. E, pelos vistos, Lizzy é uma das duas únicas pessoas que consegue descobrir onde se escondem as pedras, o que faz dela uma Inominável – dito em miúdos, uma humana com poderes fora do comum. O problema é que as pedras começam a afectar Lizzy de formas totalmente inesperadas.

Pelo meio há também Clo, que tem uma forte fixação por vassouras e livros de feitiçaria; o gato 7143, zarolho e com um passado que fala (ou mia) por ele; Carl, um macaco com tiques de humano – arrota e faz migalhas com bastante frequência – e que não perde uma oportunidade de mostrar o dedo do meio como forma de protesto.

Se procuram um livro que vos divirta tanto quanto um episódio de “Absolutely Fabulous”, ou que vos distraia como quando folheiam uma edição da GQ, “Gula Perversa” será uma escolha bastante acertada.



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