Gus Gus

O projecto islandês tem actuação marcada no Festival Sunrise, que decorre no Algarve nos dias 12 e 13 de Agosto. Estivemos à conversa com eles.

O mais recente evento da época festivaleira nacional tem lugar em Albufeira mesmo no meio de Agosto. O Festival Sunrise acontece nos próximos dias 12 e 13, a 200 metros da praia dos Tomates, entre Vilamoura e Albufeira e tem alguns (poucos) nomes interessantes no cartaz, como é o caso de Jamiroquai e os islandeses Gus Gus.

Formados em 1995 por um grupo de nove pessoas ligadas à música e ao cinema, Gus Gus foi um dos colectivos mais importantes, a par de Björk e os Sigur Ros, da expansão da cultura islandesa um pouco por todo o mundo. Tendo como ponto de partida a electrónica pop, o projecto editou três álbuns e tocou um pouco por todo o mundo, desmembrando-se no virar do milénio.

Apesar da saída de 6 membros fundadores, o projecto não acabou, mas sofreu algumas mutações. Os três elementos encontraram uma voz feminina e editaram um álbum bastante mais electrónico, que foi muito bem recebido pela imprensa mundial. Embora “Attention”, editado em 2002, seja o último álbum de estúdio do projecto, estes islandeses não pararam.

Para além das imensas remisturas que têm produzido para nomes como Björk, Depeche Mode, Aaron-Carl, Captain Comatose e Sigur ros, os Gus Gus têm-se dedicado aos dj sets, onde as suas escolhas recaem sobre o “house, disco, soul and delights”.

Estivemos à conversa com a banda que nos respondeu a algumas perguntas.

RDB: O som dos Gus Gus tem-se modificado durante todos estes anos de carreira. Acham que estão mais próximos do movimento “electro”?

GG: Desde o início que vagueamos pelo universo electrónico. As nossas influências vão desde o disco até ao electrónico industrial. Nos primeiros álbuns a nossa música era pop, simples e pura. Depois começamos a encontrar uma vertente mais ligada à pista de dança e realizamos o nosso fetiche de estar com mulheres bêbedas. Gravámos “Attention”. Passámos por muitos dos bares islandeses para depois perceber que já éramos velhos demais para estar atrás de raparigas bêbedas de 20 anos e resolvemos criar algo para nós, que nos fizesse dançar até às 6 da manhã que é o nosso horário nobre. Movimento electro? Nunca estivemos noutro.

RDB: O que pensam sobre a nova cena electrónica, onde as guitarras parecem estar a ganhar preponderância?

GG: Se funciona, muito bem. O que importa é que te faça gritar e dançar. Nós já usamos guitarras mas não gostamos de exteriorizar tanto a nossa música.

RDB: No espectáculo em Portugal (no Festival Sunrise) a banda vai actuar ao vivo ou será apenas um dj set?

GG:
Ao vivo claro. Nada de playbacks ou dj sets. Essas coisas são para bandas como os Coldplay. Se não consegues levar ao rubro o público através de um sequenciador, um sintetizador e uns samples, não fazes a menor ideia do que é música electrónica. Mas isto é a nossa opinião. Há quem pense o contrário.

RDB: Têm planos para novas edições?

GG: Não gostamos de fazer muitos planos, porque depois chegamos à conclusão que não temos tempo para os concretizar. Apostamos na nossa sorte. Vamos possivelmente trabalhar em alguns remixes, embora preferíssemos produzir mais algum material dos Gus Gus.



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