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Headcleaners

Atmosferas suaves que nos envolvem e prendem.

Suave, onírico e envolvente são alguns dos adjectivos que podemos usar para descrever os Headcleaners. Eles preferem descrever o seu som simplesmente como clean and clear. Pegam em textos de autores como Emily Dickinson, Jack Kerouac, William Butler Yeats ou Fernando Pessoa, acrescentam-lhes melodias harmoniosas e criam assim atmosferas suaves que nos envolvem e prendem.

Falámos com o Alexandre Simões para descobrir mais sobre a banda.

Falem-me um pouco sobre vocês. Como se deu o vosso encontro e a formação da banda?

O encontro deu-se em Alvalade, somos ambos dessa zona, por acaso não andámos nas mesmas escolas, mas tínhamos muitos amigos em comum, um deles era o músico Miguel Vicente a quem dedicámos o álbum. Convém dizer que a banda só se tornou real depois do disco. No disco tocámos e gravámos todos os instrumentos em duo convidando os cantores à posteriori. Neste momento existe uma banda para tocar ao vivo, com sete músicos em palco, escolhidos a dedo, todos eles excelentes que estão cada vez mais envolvidos nesta aventura.

O nome que escolheram não é propriamente comum. De onde surgiu essa ideia? Tem algum significado especial?

Foi outro amigo em comum (de Alvalade), o realizador João Pinto (Pinto Vision) que nos achou o nome, estávamos à procura de um nome e ele mostrou-nos uma Cassette Head Cleaner e concordámos de imediato. O nome Headcleaners aqui tem um significado puramente estético, poucos efeitos, silêncios, ambientes oníricos e soturnos, temas calmos e introspectivos.

Como funciona o vosso processo de composição? Escolhem primeiro os textos e depois criam as melodias inspiradas ou é ao contrário?

Das duas maneiras. Seja de que maneira for, temos de nos adaptar ao poema, por questões rítmicas estamos dependentes do autor do poema.

Inicialmente as vossas músicas eram só instrumentais. Porque é que decidiram começar a incluir vozes?

O processo foi sempre muito experimental, um dia achámos que podíamos transformar esses instrumentais em canções e resultou. Depois disso alguns temas já foram compostos para serem cantados.

A vossa banda funciona com base na interdisciplinaridade entre música e literatura. Sendo assim, quais são os teus livros e autores preferidos?  

Albert Cossery, Dostoyevsky, Henry Miller… Montanha Mágica, O Livro do Desassossego; Crime e Castigo, Memórias Póstumas de Brás Cubas, entre outros.

E músicos? Quais são as vossas influências musicais?

Não procuramos fazer algo parecido com os nossos gostos particulares, pelo contrário tentamos fazer algo de novo, com um estilo próprio. Do what you will.

Se tivessem que descrever o vosso som em cinco palavras quais seriam?

Bastam duas: Clean and Clear.

Para finalizar, o que podemos esperar dos Headcleaners no futuro?
Para responder cito o Agostinho da Silva: “Não repita coisa alguma, do futuro é o renovo.”

A não esquecer, os Headcleaners tocam este sábado, dia 25 de Fevereiro, no Teatro Turim em Lisboa.



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