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House of Holland

O look londrino.

A House of Holland foi criada pelas mãos de Henry Holland, que fundou uma casa de moda com o seu próprio nome, a casa de Holland, talvez uma alusão também ao famoso Castelo Cope também conhecido por “Holland House” situado em Kensington, perto de Londres, no parque Holland. Mas mesmo assim, não deixa de ser uma proclamação do próprio designer e da sua magnificência colocando-se ao lado de Ford, da Chanel, e todos aqueles que começaram grandes casas de moda com seus próprios nomes.

Henry Holland nascido em 1983 em Ramsbottom, uma cidade metropolitana em Manchester, na Inglaterra, começou sua carreira a escrever para uma revista de jovens chamada Sneak, ao mesmo tempo que iniciou a sua linha de T-shirts Tongue Twisters inspiradas nos anos 80 com frases atractivas do género: “I’ll tell you who’s boss, Kate Moss”, “Wham Bam Jessica Stam”, “Do me in the park Marc” e “I’ve got more than a handful for Naomi Campbell”.

Surpreendentemente Henry nunca frequentou qualquer tipo de escola de moda ou curso, mas fez-se a si mesmo o que é hoje. O facto de ter como amiga próxima Agyness Deyn ajudou este a catapultar-se para a indústria e a ser considerado juntamente com Agyness o novo look dos jovens britânicos. Agyness foi a primeira e principal modelo a ser vista com as suas t-shirts, além de ser a sua imagem de marca e musa. Mas a sua grande oportunidade surgiu em 2007 quando Gareth Pugh e Giles Deacon usaram as t-shirts da House of Holland com os seus respectivos slogans, “Uhu Gareth Pugh” e “Get yer freak on Giles Deacon” respectivamente, nos seus desfiles de primavera de 2007. As t-shirts que estavam a ser vendidas através da página de Myspace de Henry ficaram esgotadas por tanta adesão a estas. Hoje podem ser encontradas à venda em 40 estabelecimentos de venda de roupa com quem Holland tem contractos, tanto em Inglaterra, nos EUA, e por todo o mundo.

Podemos dizer que neste meio ter amigos importantes vale muito, principalmente modelos muito influentes e que são procuradas e adoradas por todos. Um golpe de amizades, mas também de talento deverá ser explícito, pois sem este nem aquele mais sociável consegue vingar neste mercado. Mas podemos sem dúvida indicar que Holland teve um empurrão mediático e social, um golpe muito inteligente!

O facto é que Henry Holland montou uma casa de moda, explorando o novo look dos jovens britânicos e dando-lhes o que estes procuram, uma nova atitude, um novo estilo que represente a sua cultura, mantendo no pedestal gente bonita e jovem, mas rebeldes com estilo. A sua marca cresceu de simples t-shirts com frases estampadas, para colecções integrais que são apresentadas na London Fashion Week.

Holland acertou uma colaboração com a Levi Strauss & Co para a sua colecção de 2009, projectando 6 pares de 501 jeans, todos estes abençoados com a estética Britânica funky. Também em 2009 fundou um acordo com o retalhista Debenhams para criar uma linha de moda H! de Henry Holland, que saiu para vendas nas suas lojas na primavera de 2010.

Afirma que Nicola Roberts, de a “Girls Aloud fame”, é uma musa e uma heroína. Adora materiais sensíveis ao calor, e vive e respira a jovem cultura britânica que o inspira diariamente e lhe proporciona o seu trabalho.

O seu desfile de Primavera Verão de 2010, Holland apostou nos anos 90 com um twist de 80, com uma colecção bem-humorada inspirada em duas musas, Stephanie Seymour no vídeo clip November Rain, dos Gun N’Roses, e Julia Roberts em Pretty Woman. Digamos que saiu desta mescla um conjunto de tailleurs misturados com tubos rendados e vestidos assimétricos de caxemira. Uma explosão de cores energéticas, o rosa, roxo e laranja com pontos beges e pretos, criando estampagens geométricas de quadradinhos e divertidos efeitos gráficos. Misturou a ganga como base de vestidos, casacos e bustos, e plataformas bicolores de tiras fininhas dão um ar fetichista aos looks. Foi uma colecção descombinada mas que combina em cheio com as raparigas edgy de Londres.

Já o seu desfile de Primavera Verão 2011 na semana de Moda Londrina Holland mostrou uma colecção com um pé nos anos 70, uma colecção feminina para mulheres que procuram mudança e um twist diferente do usual. Apostou em tricôs com calças à boca-de-sino, vestidos com franjas super compridas, e casacos com tons metalizados, um especial olá a uma saia plissada dourada com um blazer floral verde e branco. Nos acessórios vemos uma aposta em maxi-brincos coloridos de pom-pom’s.

Holland estima como clientes Naomi Campbell, Beth Ditto, Mary-Kate Olsen, Ashley Olsen, Mischa Barton e Sienna Miller. Tem uma colecção de Malas e sapatos, desenvolve uma coleccão Ready-to-wear feminina e masculina. É reconhecido pelas suas frases irreverentes, referências patuscas e uma habilidade para focar a energia de um grupo de amizades num fenómeno internacionalmente reconhecido de Londres. Não podemos colocar este na mesma classe que Christopher Kane e Marios Schwab, embora tenham surgido na mesma altura.

Será de louvar alguém que começou do nada, sem sequer um curso e agora gere uma das maiores casas de moda influentes em Londres, utilizando amigos famosos e o seu bom gosto para desvendar o look Londrino. Holland está em grande, por enquanto, esperamos para ver o que faz para se manter no topo, pois sabemos que é preciso muito mais do que bons amigos para fazer uma grande casa de moda. Um gostinho para quem se delicia com o bom rebelde britânico.



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