rdb_artigo_incognito

Incógnito

Onde vão os indies quando querem dançar.

É dos espaços mais míticos da noite Lisboeta. O Incógnito faz este mês 21 anos e promete continuar a ser um lugar de referência por muitos mais. “Felizmente não foi uma coisa que envolvesse muito esforço, foi uma coisa que foi sempre natural”. Rai, sócio-Gerente do Incógnito, assume que a fama do incógnito não foi algo forçado, apenas um clube onde o que se procura são os bons momentos.

Aberto em Julho de 1988, por Rainier Kuiper e Vera Almeida (irmã de Rai), é o clube do rock independente da noite de Lisboa. Ecléctico e variado, tem como núcleo duro quatro DJs: Rai, Fernando Morgado, Sofia M. e Mr. Mitsuhirato, que são geralmente os que tocam nas noites mais importantes do Incógnito, sexta-feira e sábado, onde tal como está indicado no myspace do clube,  quem chega cedo não tem tanta confusão e ouve mais música, isto porque ás 2 da manhã a pista já está intransitável.

Rai admite que o fim-de-semana é sagrado, onde admite não arriscarem sempre, mas apesar disso e da nostalgia que envolve este espaço enquanto espaço de Indie já tem noites que fogem a essa mística. “Já tivemos noites Techno e noites Electro. A Sonic começou no Incógnito em 2001 e tivemos noites com os Photonz”.  Vive assim da diversidade,  da procura de boa música, dentro dos campos do “Indie, Pop alternativo, New Wave e Electrónica”.

Para os DJs que estão a pensar e gostariam de ter o contacto para lá ir tocar, esqueçam. “Não é assim que funciona. Não conhecem propriamente o Incógnito, vão lá uma vez, duas, ouvem falar e pensam “wow, que giro, era tão bom passar cá música. Não, a meu ver não é assim que funciona”. Assim os DJs “são essencialmente amigos da casa, conhecem a casa há muito tempo e mais do que isso, são clientes. O que é muito importante, que conheçam realmente o que a casa é”. Assim, não existe o um processo muito formal para trabalhar no Incógnito, seja para passar som como para outro lugar.

Outra coisa que quem lá vai não esquece é o porteiro, “um ex-libris da casa”. A imagem pode ser descrita como um híbrido de pirata com mosqueteiro e o nome não engana: D’Artagnan. De bigode arqueado e acolhedor, já lá está para receber as pessoas à 11 anos, metade do espaço. Como começou a trabalhar no Incógnito? Era cliente!

Nestes 21 anos a noite Lisboeta “tornou-se mais cosmopolita, hoje em dia uma pessoa não vai só a um sitio, um cliente já conhece todos os sítios, já não há aquela fidelidade só a uma casa. Vai a várias casas, coisa que há uns anos atrás não acontecia. Antes os clientes iam a uma/duas casas no máximo. Isso mudou muito”. Mas o incógnito não, continua a ser um dos melhores sítios para sair para ouvir música Indie, e sobretudo para dançar.

O futuro? “Não sou vidente. Sim, é engraçado que nestes 21 anos nada foi planeado. Eu não sei, daqui a 6 meses se calhar estou a ter ideias diferentes. É conforme, vamos continuar viver o momento”.



Também poderás gostar


Existe 1 comentário

Add yours

Post a new comment

Pin It on Pinterest

Share This