Indielisboa 2013

Indielisboa 2013

Hollywood está a ficar sem ideias e a hora do IndieLisboa chegou, de 18 a 28 de Abril

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Começa-se a sentir demasiado frenesim, ansiedade e uma expectativa descontrolada. Sente-se, sobretudo, Hollywood a ficar sem ideias (mote lançado pela organização), e porque Abril não é só águas mil, Lisboa receberá mais uma edição do IndieLisboa, a decorrer entre 18 e 28 de Abril, considerado por muitos o melhor Festival de Cinema Independente de Portugal, um Cinema livre, original, despojado e ultra necessário.

Este ano é, sem dúvida, um ano diferente. O IndieLisboa´13 comemora o seu 10º Aniversário e invade Lisboa e as suas salas de cinema mais mediáticas, com grande atitude e singularidade, para se mostrar, cativar e afirmar no mundo cinematográfico português.

As salas escolhidas para o grande acontecimento do ano são as da Culturgest, Cinema São Jorge, Cinema City Classic de Alvalade e Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, sem esquecer o Ritz Clube, que será palco de festas e concertos no âmbito do Indie by Night.

O filme que marca a abertura deste grande evento é o “No” de Pablo Larraín.

Em 2004, na primeira edição do IndieLisboa, o filme de abertura foi “Before Sunset”. Agora, dez edições depois, será exibido “Before Midnight”de Richard Linklater, o terceiro da trilogia. A sessão especial para fãs do Indie fica por conta de “Spring Breakers” de Harmony Korine, dia 25 de Abril, uma das estreias mais aguardadas do ano. Vanessa Hudgens, Selena Gomez e Ashley Benson, estrelas pop do universo televisivo da Disney, são transformadas em gangster-girls com acesso infinito a armas, drogas e dinheiro e, para ajudar nesta festa, surge James Franco, o drug dealer, numa estrondosa interpretação e senhor de um estilo incrível. A seguir a esta sessão louca de cortar a respiração, a noite fica por conta dos DJ sets de BIZT, Kking Kong e Voxels. Uma noite para curtir e dançar até às 4h da manhã.

A programação este ano é vasta, com um conjunto diversificado de actividades a decorrer. Incrivelmente, quase 4000 obras foram consideradas este ano, das quais apenas 246 (80 longas-metragens e 166 curtas) serão apresentadas no festival. Podemos contar com a exibição de filmes de novos autores, mas também de autores mais consagrados. O Cinema português será cabeça-de-cartaz; 45 títulos (10 longas-metragens e 35 curtas), na sua maioria em estreia absoluta, vêm recordar-nos que o Cinema português está vivo e que a luz ao fundo do túnel está em Lisboa.

A secção Novíssimos torna-se pela primeira vez uma sessão competitiva, uma secção ampla que vai desde filmes de animação e documentários a ficção e filmes experimentais. A RDB acompanhará com entrevistas e artigos estes jovens cineastas portugueses que, embora estejam no início da carreira, já mostram muita garra.

Quanto a grandes novidades, este ano destacam-se a trilogia “Paradies” (“Amor, Fé e Esperança”) de Ulrich Seidl, enquadrada na secção Observatório, lado a lado com outros três documentários anteriores do mesmo autor. Por outro lado, a secção Director´s Cut vem elucidar-nos sobre alguns dos grandes da História do Cinema, como por exemplo novos documentários sobre Ben Gazarra, Harry Dean Stanton ou Lon Chaney, figuras marcantes e incontornáveis do grande ecrã. Patrick Jolley, o realizador experimental desaparecido no ano passado, receberá uma homenagem especial nesta edição, com uma retrospectiva integral sobre grande parte do seu trabalho. Por último, ainda dentro das grandes novidades, destacam-se as nove curtas-metragens suíças rodadas em Lisboa e as cinco curtas do Quebeque, região com uma peculiar personalidade cinematográfica.

A Competição Internacional está dotada de obras nunca antes exibidas publicamente em Portugal. A representar Portugal nas longas-metragens estão João Viana, com “A Batalha de Tabâto” e João Vladimiro, com “Lacrau”; já nas curtas contamos com Pablo Briones, com “À Beira de Lisboa”, Emanuel Nevado e Ricardo Almeida, com “Forbidden Room”, André Santos e Marco leão, com “Má Raça” e Ico Costa com “Quatro Horas Descalço”.

Ainda dentro da Competição Internacional, distinguem-se “Simon Killer” de António Campos, “Youth” de Tom Shoval, “Francine” de Brian Cassidy e Melany Shatzky e “Eles Voltam” de Marcelo Lordelo, e “Orléans” de Virgil Vernier.

Os filmes portugueses integrados na Competição Nacional também se encontram divididos pelas secções Competição Internacional, Observatório e Cinema Emergente. Uma explosão de criatividade e ambição.

Por último, recordamos também que na secção Observatório estarão, como sempre, obras excepcionais, contemporâneas, assinadas por consagrados realizadores. Nas Longas o único português é João Canijo, com “É o Amor”, e nas curtas o Sandro Aguilar, com “Dive: Approach and exit”.

Não desesperemos, porque a paciência é a mãe da Ciência e dia 18 está ao virar da esquina. Bom Festival a todos e aproveitem da melhor forma as sessões de Cinema, concertos, acções, eventos, workshops, palestras, conversas e muito mais. Consultem o programa, informem-se e sobretudo participem. Para os miúdos também há, como sempre, o Indie Junior.



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