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IndieLisboa 2014

O Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa está de volta e conta com uma coletânea de 232 filmes, entre os quais, 44 são de produção nacional. O Indie tem início marcado para o próximo dia 24 de abril e estende-se até 4 de maio.

Curtas e longas-metragens, conferências e concertos, destinados a graúdos e miúdos, integram a programação do IndieLisboa’14. Um festival dedicado à sétima arte, que visa dar voz ao cinema independente proveniente das várias partes do globo. O conceito passa pela «oportunidade de descobrir novos cineastas que serão o futuro do cinema português e internacional», admite-o Nuno Sena, diretor da organização do IndieLisboa.

Pelos 12 jurados, profissionais da área e responsáveis pela seleção dos filmes, passaram cerca de 4000 películas dos mais variados géneros. Entre o conjunto de filmes selecionados, 44 são portugueses, um número superior ao do ano transato. «É de louvar a produção portuguesa que, num ano particularmente difícil, “emprestou” quase 44 filmes à programação do festival, um número inclusive maior do que o do ano anterior».

Este ano o IndieLisboa conta com uma verba extra de 150 mil euros provenientes de parceiros privados e do novo patrocinador principal Allianz. Um montante que permitiu fortalecer a estrutura, a organização e a programação do festival. Porém, Nuno Sena adianta que «talvez o resultado mais visível seja o regresso da secção Herói Independente e o crescimento do número de filmes e sessões da secção IndieJúnior».

Após dois anos de interrupção, o Herói Independente volta a fazer parte da programação do IndieLisboa. Trata-se de uma secção que pretende homenagear, nesta edição, o trabalho da cineasta francesa, Claire Simon. Com um percurso que se divide entre o documentário e a ficção, em 2013 «a realizadora assinou um díptico de filmes “Géographie Humaine” e “Gare du Nord” que serviram de pretexto para a oportunidade desta homenagem», conta.

O IndieJúnior, uma secção direcionada para os mais novos, celebra 10 anos de existência na programação do festival. A «originalidade, criatividade, relevância temática e cinematográfica» fazem parte dos critérios de seleção, tal como acontece em qualquer outra secção. Porém, trata-se de filmes «adaptados a faixas etárias específicas compreendidas entre os 3 e os 15 anos». Um público que, de acordo com Nuno Sena, tem vindo a crescer com o festival: «10 anos depois, os primeiros espectadores do IndieJúnior continuam a ser espectadores do festival, mas agora das secções “adultas” do IndieLisboa».

Coincidente com o dia em que se assinalam os 40 anos da Revolução dos Cravos, o IndieLisboa tem preparada uma sessão especial marcada para os dias 25 e 26 de abril. Do programa fazem parte três produções «que revisitam de forma diferenciada o país que éramos até abril de 74 e a sua profunda transformação pela energia, o otimismo e a esperança trazidos pela revolução dos cravos». Em exibição vão estar «Les Grandes Ondes», uma coprodução feita entre a Suíça e Portugal, «Outra Forma de Luta», de Carlos Antunes e «Mudar de Vida – José Mário Branco, vida e obra», de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo.

De regresso está também o IndieMovingImage. Uma secção dedicada ao cinema em intersecção com outras formas artísticas, que conta com o Centro de Arte Moderna da Gulbenkian como novo parceiro.

A sessão de abertura marcada para o dia 24 de abril tem início pelas 19h, no Cinema São Jorge, com o filme «Gare du Nord», de Claire Simon. No mesmo dia vai ter início, pelas 23h, a primeira sessão do Indiebynight no Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Chiado.

 



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