INJUSTICE: GODS AMONG US

INJUSTICE: GODS AMONG US | Análise

Muito mais do que um mero jogo de "porrada"

Da NetherRealm Studios chega-nos mais um título inspirado no universo da DC Comics. Com 24 personagens disponíveis Injustice: Gods Among Us promete-nos combates frenéticos, várias horas de longevidade para desbloquearmos todo o seu conteúdo e uma história marcante que responderá à pergunta “E se os heróis que conhecemos se virassem contra aqueles que juraram proteger?”. “You can talk the talk, but can you walk the walk?”

Depois de um trágico evento levado a cabo pelo Joker que destruiu Metrópolis, evento esse que matou as pessoas que nela se encontravam (entre as quais a Lois Lane e o seu filho ainda por nascer), Superman estabelece um novo regime mundial. A decisão extrema por parte de Superman levou a que antigos companheiros se juntassem contra ele ao mesmo tempo que permitiu que antigos vilões viessem trabalhar para ele. Em suma temos duas forças em conflito, a Insurgence (Insurgência) liderada por Batman e que tem como objectivo destronar Superman e o Regime liderado por Superman e que depois de eliminar os elementos da resistência ficará livre para aplicar a sua tirania. Ao perder membros preciosos na luta contra Superman, Batman forma um plano para trazer de outra dimensão os restantes e ainda vivos membros da Justice League. E é aqui que a história começa. Aproveito para dizer que para perceberem melhor o evento descrito em cima e a dimensão conflituosa para onde Batman transportou os nossos heróis, leiam a banda desenhada de Injustice: Gods Among Us.

INJUSTICE: GODS AMONG US

Muito à semelhança do que foi feito no último título de Mortal Kombat, o modo história é desenvolvido em capítulos, cada um na perspectiva de um personagem diferente. A história tem de facto uma temática interessante e mostra-nos um Superman completamente diferente do que conhecemos. No entanto quando saímos da história que está a ser desenvolvida na Banda Desenhada (que consiste nos eventos anteriores ao jogo) e esta começa a ser desenvolvida no jogo fica por vezes um pouco aquém das expectativas. Uma vez que estamos numa dimensão alternativa, temos lutas de sósias, talvez mais do que as desejadas. Teria sido melhor talvez que este fosse simplesmente um universo alternativo da DC para que a história pudesse desenvolver sem quaisquer restrições e encontros de sósias, às vezes um pouco forçados. À medida que vamos desenvolvendo a história vamos deparar-nos também com mini-jogos, uns mais divertidos do que outros, que vão servir de entrada para os combates que se irão desenrolar.

Mas como não é da história que vivem os jogos de luta (apesar de ser sempre bem vinda uma boa história) falemos da jogabilidade. Aqui é onde Injustice realmente brilha. Como disse, podemos contar com 24 personagens (sem contar com as DLC) todas elas com estilos e habilidades distintas. A jogabilidade é muito semelhante à do último Mortal Kombat apesar de ser mais refinada e de trazer também agradáveis diferenças. Com três botões de ataque (leve, médio, e pesado) e um Character Trait Button (botão de marca do personagem), Injustice tem um sistema de combate que permite aos iniciados uma fácil abordagem à mecânica de jogo. No entanto, à medida que vamos explorando tanto a jogabilidade como os personagens, verificamos que a nossa forma de jogar vai ficando cada vez mais complexa e é gratificante ver e sentir essa evolução.

INJUSTICE: GODS AMONG US

Os vários personagens disponíveis no jogo caem em duas categorias diferentes, os Power-Users (Super-Poderosos) aos quais lhes basta a força bruta e super-poderes para vencer e os Gadget-Users (Utilizadores de engenhocas) que como não têm super-poderes precisam de utilizar engenhos, objectos e vários mecanismos para conseguirem vencer. Isto reflecte-se na interactividade dos cenários. Neste título podemos encontrar nos cenários vários objectos e veículos que consoante o tipo de personagem que utilizarmos podemos utilizar contra o nosso adversário. Enquanto que Superman, um dos personagens Super-Poderosos encontra um carro e atira o mesmo contra o adversário, Batman, um personagem de Engenhocas, utiliza-o como uma plataforma de salto para se afastar ou aproximar do seu oponente. Enquanto Superman arremessa as televisões que estão presas à parede, Batman usa os seus brinquedos para as explodir no sítio enviando os destroços para os dois lados do ecrã. Além das duas categorias de poder, existe ainda o Character Trait Button e como disse este varia de personagem para personagem. Este botão serve precisamente para exibir uma habilidade que identifique o personagem que estamos a usar, o Aquaman fica com uma armadura de água, Superman tem um temporário aumento de poder, Batman chama um bando de morcegos electrónicos, por exemplo.

Dentro dos combates há também uma novidade. Em vez dos rounds a que estamos habituados, agora temos duas barras de energia. Ao esgotarmos uma dessas barras o combate é interrompido durante um segundo para o personagem se recompor e a luta decorre e é altura de esgotar a barra restante do nosso oponente ou então de fazer uma recuperação milagrosa.

Visualmente este é um título apelativo, as Cinematics do modo história utilizam o motor gráfico do jogo, por isso não esperem algo do outro mundo, mas cumprem bem o seu objectivo. Dentro das lutas o jogo fica verdadeiramente cativante, os personagens são bem detalhados (apesar de não ser fã do primeiro fato do Batman e da pose de combate do Doomsday) e os cenários estão cheios de detalhe, detalhes esses que vão agradar e muito aos fãs de banda desenhada, uma vez que se prestarmos atenção encontramos surpresas bastante interessantes.

INJUSTICE: GODS AMONG US

Alguns cenários, além dos agradáveis detalhes, têm também transições, ou seja se fizermos bem as coisas podemos arremessar o nosso adversário de forma perfeitamente “agradável e pouco danificante” para outro cenário diferente. Alguns cenários têm transições escondidas por isso divirtam-se a explorá-los, de certeza que o vosso adversário agradece a vossa atenção. Tudo a ajudar a que os combates continuem dinâmicos e intensos.

Se estivermos fartos das batalhas podemos descontrair um pouco com as missões do modo S.T.A.R. Labs. Neste modo temos de completar missões com objectivos por vezes impossíveis de concretizar. A cada pacote missões corresponde um personagem. São ao todo 240 missões e se conseguirmos 3 estrelas em todas temos uma recompensa. Será que vais conseguir?

À medida que vamos cumprindo objectivos e completando batalhas e missões no S.T.A.R. Labs, vamos ganhando XP (pontos de experiência) e também Access Cards e Armory Cards. Os Armory Cards são utilizados nos Archives para desbloquear fatos alternativos para os nossos personagens. É uma pena que não existam mais e que grande parte esteja disponível apenas por DLC. Os Access Cards são utilizados para desbloquear modos de jogo (ficamos com 20 ao todo quando todos forem desbloqueados), músicas e até mesmo arte conceptual de cenários e personagens.

Com 24 personagens iniciais, 20 modos de jogo, o S.T.A.R. Labs, um modo On-line com objectivos diários a cumprir para ganharmos mais XP e um vasto conteúdo para ser desbloqueado nos Archives, temos em Injustice um jogo com uma grande longevidade.  Os combates são sempre intensos e nada melhor do sentar no sofá e desatar à pancada com amigos.

O jogo está disponível para a Ps3, XBox 360 e Wii U.



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