Intercéltico

A 14ª Edição do Festival Intercéltico do Porto decorre este ano entre 1 e 3 de Abril um pouco por todo o país.

Na sua 14ª edição, o Festival Intercéltico do Porto regressa ao Rivoli, mas viaja também por diversos palcos: desde o CCB em Lisboa até à Casa das Artes de Arcos de Valdevez, passando pelo Teatro Curvo Semedo em Montemor –O-Novo.

A dita música do mundo está cada vez mais na “moda”. Os festivais que se realizam no nosso País têm cada vez mais público, mostrando que o povo português é bastante “aberto” a nível musical, sempre pronto a ser surpreendido. A confirmação de Mariza como intérprete de “World Music”, tendo ganho vários prémios dentro dessa categoria, também ajudou à divulgação de uma área musical que, até há bem pouco tempo, estava completamente esquecida no nosso País. Este festival Intercéltico, mais virado para a música “folk”, já conta com treze edições, mas a de este ano será a mais mediática e, possivelmente, a mais concorrida de sempre.

Da Hungria virão os “Muzskás”, com a convidada especial Márta Sebestyén, representando o binómio fundamental da tradição musical húngara e, em particular, da vasta região da Transilvânia: música-dança. Todo um património de inegável valor que sobreviveu até aos nossos dias com invulgar expressividade constituindo uma das mais enraizadas e autênticas expressões musicais da Europa.

Os “Atlantica” são um colectivo originário do Norte de Espanha, mais propriamente da Cantábria, que se apresenta como um ponto de encontro entre a tradição musical de diferentes lugares de raízes comuns, aliando um profundo conhecimento dos ritmos e melodias cantábras a uma intensa capacidade criativa, demonstrada nas suas composições próprias.

Também de Espanha, mas do País Basco, vem “Kepa Junkera”, o mago da trikitixa, um verdadeiro turbilhão musical, gerador de emoções fortes, que tem vindo a conquistar um lugar próprio no panorama musical graças à sua sensibilidade, originalidade e força.

A edição 2004 do Festival terá uma  presença nacional reforçada, já que são cada vez mais os trabalhos a merecer visibilidade nos palcos portugueses. Assim teremos:

“At-Tambur” – Considerados a mais recente revelação da folk nacional, esta formação de jovens músicos, alia virtuosismo e rigor com um grande desejo de inovação, sem nunca perder de vista a tradição.

“Realejo” – A banda de Coimbra que, apesar dum percurso algo irregular, conquistou já um lugar de referência na música de raiz tradicional e vão apresentar em primeira mão o seu mais recente trabalho discográfico a editar ainda este ano.

”Frei Fado D’el Rei” – São um dos grupos mais inovadores dos últimos anos, tendo construído o seu projecto em torno de raízes diversas, fazem uma abordagem muito peculiar dos temas musicais que resulta numa identidade bem característica.

A representação irlandesa deste ano dá pelo nome de “Kila” e estamos certos que irá constituir uma agradável surpresa. Já conquistaram o público europeu e americano com a sua originalidade e definem-se por um grande virtuosismo mas, sobretudo, pela ousadia de se aventurarem em novos e estranhos territórios, preservando sempre o essencial da identidade irlandesa.

Para os interessados, aqui fica todo o programa das festividades:

Porto
Rivoli – Teatro Municipal

1 de Abril
At-Tambur e Marta Sebestyén e Muzsikàs

2 de Abril
Realejo e Atlântica

3 de Abril
Frei Fado d’El Rei e Kila

Lisboa
CCB

1 de Abril
Kila

2 de Abril
Marta Sebestyén e Muzsikàs

3 de Abril
Kepa Junkera

Montemor-o-Novo
Cine Teatro Curvo Semedo

2 de Abril
Kila

3 de Abril
Marta Sebestyén e Muzsikàs

Arcos de Valdevez
Auditório – Casa das Artes

2 de Abril
At-Tambur

3 de Abril
Atlântica



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