Interpol | “Turn on the bright lights” (reedição)

Interpol | “Turn on the bright lights” (reedição)

Mesmo em dose repetida, parecem existir motivos suficientes para adquirir “Turn on the bright lights”; seja-se um mero fã ou apenas alguém em busca de referências

Os Interpol têm uma carreira já longa (dez anos desde o lançamento do 1º álbum), no entanto algo curta em termos discográficos – onde se podem contar apenas 4 discos de longa-duração. Projectos a solo dos vários elementos terão contribuído para uma dedicação pouco exclusiva à banda, sendo uma das mais reconhecidas a edição de “Skyscraper” pelo vocalista Paul Banks – sob o alter-ego Julian Plenti.

A reedição de “Turn on the bright lights” surge numa altura em que passaram mais de dois anos após “Interpol”, ultimo álbum de originais e que marcou o regresso da banda à Matador Records após breve passagem pela major Capitol onde lançaram “Our love to admire”, que lhes trouxe uma maior notoriedade mas que foi simultaneamente classificado como o mais fraco até hoje realizado pelo grupo nova-iorquino.

A banda mudou a sua constituição duas vezes em menos de um ano, após saída do carismático baixista Carlo D e do substituto Dave Pajo, que nunca chegou a gravar com os Interpol em estúdio.

Até agora, a opção por um trio parece ganhar forma, com Kessler, Fogarino e Banks, o qual prepara o lançamento de novo disco a solo – desta feita sob o próprio nome e que tem lançamento previsto para este mês de Outubro.

A reedição de “Turn on the bright lights” parece vir preencher um vazio, não de ideias, mas da falta de vontade dos membros da banda se reunirem e criarem temas originais, preferindo trabalhar nas suas próprias carreiras ao invés de se juntarem em grupo.

Vem carregada de saudosismo como se depreende das palavras da própria banda, que classifica este álbum como um momento memorável que os marcou de forma indelével. Isso não é difícil de perceber, muitos dos primeiros discos de qualquer grupo ficam marcados como sendo históricos e poucos são os que conseguem elevar ainda mais o nível ou reinventarem-se a cada novo trabalho.

O grupo tratou de forma cuidada esta reedição, que vem acompanhada de um livro de fotos originais, um segundo disco com lados-B e temas nunca editados e um DVD com duas actuações ao vivo e vídeos de temas contidos no disco.

Carisma não lhes falta, começando na voz de Banks – marca de uma identidade muito própria que assenta nas melodias charmosas e bem trabalhadas que nem uma luva. Numa altura em que é difícil avistar pontos “cardeais”, tal a abundância de “estrelas cadentes” da actual constelação musical, os Interpol são já uma referência. Mesmo em dose repetida, parecem existir motivos suficientes para adquirir “Turn on the bright lights”; seja-se um mero fã ou apenas alguém em busca de referências.



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