iPad Mini

iPad mini

As razões que vão tornar o iPad mini 2 o melhor tablet alguma vez fabricado

Tal como acontece na política, no mundo tecnológico o que “é verdade hoje é mentira amanhã”. Para além da sua genialidade, Steve Jobs ficou conhecido por fazer algumas declarações que a realidade veio rectificar: “We look at the tablet, and we think it is going to fail” (2003); ““I’m not convinced people want to watch movies on a tiny little screen” (2003, sobre o iPod); “It doesn’t matter how good or bad the product is, the fact is that people don’t read anymore” (2008, sobre o Kindle); “7-inch tablets are too big to compete with a smartphone and too small to compete with the iPad. ….7-Inch tablets are dead on arrival” (2010). No final do ano passado a Apple lançou o iPad mini, um tablet com 7,9 polegadas e pela primeira vez reagiu ao mercado em vez de o liderar.

Não existe qualquer dúvida de que o iPhone e o iPad foram os produtos responsáveis pela criação de novos mercados. Todos os outros fabricantes foram obrigados a produzir dispositivos com características semelhantes. Apostando numa óptica de quantidade, marcas como a Samsung inundaram o mercado com dispositivos de todas as formas e tamanhos. A meio de 2012 a Google surpreendeu todos com o anúncio de um tablet de 7 polegadas com um preço muito competitivo, o Google Nexus 7. O sucesso do produto obrigou a Apple a responder, algo a que a gigante norte-americana não está acostumada, desvendando no último trimestre de 2012 o iPad mini.

O iPad mini é mais do que um iPad com um ecrã mais pequeno. Embora ao nível de processamento, resolução e velocidade o mini possa ser comparado com o iPad 2, a Apple apostou bastante no design, leveza, portabilidade e conectividade do dispositivo (após a versão 6.1 do iOS o iPad mini tornou-se compatível com a rede LTE nacional). É importante referir que esta é a primeira geração desta gama. Lembram-se do primeiro iPhone e do primeiro iPad?

iPad mini

iPad vs iPad mini

Muito provavelmente quem está “no mercado” para adquirir um tablet estará dividido entre os dois modelos iPad actualmente existentes. De uma forma sucinta, tentaremos descrever o que os une e os que os separa.

iPad – WiFi / iPad mini – LTE

Devido à portabilidade do iPad mini, não faz qualquer sentido comprar um modelo sem acesso à rede LTE. Por outro lado, o iPad “clássico” tem todas as características para ser mais usado em casa ou num local de trabalho. Para quem anda muito de transportes públicos e necessita/quer estar sempre online, o iPad mini é o dispositivo ideal.

Consumo / Productividade

Quando foi lançado, o iPad foi por muitos conotado como um dispositivo de consumo de media. Com o tempo surgiram cada vez mais aplicações e acessórios que tornaram o iPad uma verdadeira alternativa a um notebook, capaz de realizar tarefas “pesadas” como a edição de vídeo, som e imagem. Mas o tamanho e peso do iPad tornam-no menos atractivo para o “consumo” de media. É neste contexto que surge o mini. Se for essa a principal funcionalidade que procuram, então o mini é a solução. Convém no entanto referir que a ausência de Retina Display no mini é evidente, nomeadamente para os utilizadores que já utilizaram um iPad 3 ou 4. A “baixa” resolução (1024×768 – 163 ppi) torna-se incómoda na leitura prolongada.

iPad Mini - Retina

Câmara

Embora não seja o dispositivo mais indicado para fotografar e filmar, o iPad, a partir da terceira geração, tem incorporada uma câmara que permite criar conteúdo com bastante qualidade. Infelizmente, a câmara do iPad mini é comparável à existente no iPad 2 o que deixa muito a desejar, principalmente porque a sua portabilidade permite uma maior utilização dessas funções.

Jogos

Este é um tópico onde claramente não existe um vencedor. É verdade que muitos jogos fazem mais sentido num dispositivo mais pequeno e fácil de manusear, contudo existem muitos jogos para iPad que resultam melhor num ecrã maior. A menor resolução e o mais limitado poder de processamento poderá também ter impacto em títulos mais exigentes. Durante este período de testes tivemos oportunidade de experimentar alguns jogos que exigem bastante capacidade de processamento como o “Air Supremacy” e o “Real Racing 3”. Em ambos os casos o mini portou-se muito bem, com um ou outro “engasgo” esporádico mas a menor resolução limita bastante a qualidade gráfica alcançada nas últimas gerações do iPad.

iPad mini - Gaming

Portabilidade

Com jeitinho o mini cabe no bolso do casaco (depende obviamente do casaco) ou no bolso das calças (desde que não se sentem com ele no bolso não tem problema). Cabe sem qualquer problema na mala de mulher ou numa qualquer bolsa. Sendo possível pegar no mini apenas com uma mão é perfeito para quem utiliza frequentemente transportes públicos. Pesando apenas 320 gramas (versão com LTE) e com 7,2 mm é sem dúvida um tablet bem mais transportável do que o seu irmão mais velho.

GPS

Não sendo a funcionalidade mais importante num tablet, a verdade é que o iPad mini funciona muito bem como sistema de navegação. O seu tamanho permite que seja mais facilmente posicionado num veiculo ao mesmo tempo que é bem mais atractivo do que um smartphone para obter e verificar direcções.


Conclusão

Uma das razões apontadas pelos analistas que impediam a Apple de lançar um iPad mini era o receio da “canabilização” das vendas do iPad “clássico”, isto é, criar um produto concorrente ao iPad. Depois de experimentar o mini durante algumas semanas, e sendo um feliz proprietário de um iPad 3, fiquei com a sensação de que são produtos complementares e não concorrentes. Esta complementariedade foi conseguida pela Apple baixando as especificações do mini e equiparando o hardware ao iPad 2. Concordando ou não com a política da gigante norte-americana, a verdade é que esta gestão tem dado os seus frutos. Em vez de criar produtos que respondam a todas as necessidades dos clientes, a Apple, principalmente no mercado mobile, procura vender vários dispositivos que, em conjunto, são responsáveis por uma experiência integrada.

O iPad mini é o protótipo do melhor tablet do mercado. Os analistas esperam que na segunda geração o mini venha equipado com um ecrã Retina Display, um processador mais potente e melhorias significativas na câmara, tudo isto sem comprometer a sua portabilidade, look & feel. Comprar ou esperar? Se estas características são realmente importantes para a utilização que pretendem dar ao mini então naturalmente que deverão esperar pela 2ª geração. Se pelo contrário o que procuram é um tablet para consumo de media, simples de utilizar e com um design premium, então não pensem duas vezes e comprem o iPad mini (de preferência com LTE).

PRÓS

Design e Portabilidade
– Conectividade – LTE
– Perfeito para 90% das principais funções de um tablet

CONTRAS

– “Baixa” resolução do ecrã
– Câmara
– Preço (469 euros, versão 16GB com LTE)

Agradecemos a gentileza da Vodafone Portugal que nos emprestou um iPad mini para que esta análise fosse possível.



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