Ivan Smagghe

Actua no Lux a 15 de Setembro. Kill the DJ or Suck my Deck?

Dia 15 de Setembro o Lux recebe um dos DJ’s/Produtores franceses mais requisitados da actualidade, a par de nomes como Laurent Garnier, Vitalic e mesmo The Hacker.

Falar de Smagghe é falar, incontornavelmente, dos seus projectos paralelos onde se incluem o Blackstrobe, um projecto em conjunto com Arnaud Rebotini onde as sonoridades electrónicas envredam por caminhos mais virados para o electrohouse. Quem não se lembra do fantástico hit de 2004 «Me and Madonna», misturado e remisturado por alguns dos maiores Dj´s ainda hoje. «Chemical Sweet Girl» foi outro dos hits lançados nesse ano e, mais recentemente (2006), «Last Dub on Earth» que, embora não tenha (ainda) tido o mesmo impacto que as duas anteriores, tem rodado em muitos clubes. O outro projecto de Smagghe são os Volga Select, tido em conjunto com com Marc Collin (dos Nouvelle Vague). Aqui, os caminhos de Smagghe cruzam-se com o Hip-Hop.

Em nome próprio, tem editados três longa-durações: “How to Kill a DJ” pela Tigersushi em 2003, nome extraído da festa, “Kill The DJ”, criada por este francês às quintas-feiras no lendário club Pulp, em Paris; “Suck my Deck”, em 2004 pela React, mostra o lado mais pesado de Ivan. De realçar a fantástica versão de Headman, «Jack 2 Jack», uma música para levar qualquer pista ao delírio, misturando Zombie Nation ou The Hacker com David Carreta, só para citar alguns nomes; pela Eskimo Records, nesse mesmo, ano sai o ex libris “Death Disco”. Neste registo mistura nomes como Kiki, as extravagantes Chicks on Speed e mesmo o glamour da Kompakt Superpitcher. O ano passado lançou o fantástico “Fabric 23”, só comparado ao “Fabric 13” lançado por Michael Mayer.

De Ivan Smagghe em DJ set podemos esperar uma mistura entre o minimal mais sombrio e dark até ao electro arrojado, passando um pouco pelo house, rock e acid, um conceito que tende a afirmar-se em alguns dos melhores DJ´s de electro. Toda esta panóplia de sonoridades resulta num conjunto de agradáveis descargas de energia sobre a forma de música, sempre em mutação de estilo, bastante agradáveis para a dança, não enveredando este artista por caminhos monótonos, um cenário tão habitual em alguns DJ´s. Uma fusão entre o estilo mais underground e o mainstream, um caminho tão difícil de caminhar nos dias de hoje.

Na última presença no Lux, Smagghe mostrou-nos o seu lado mais Deep, percorrendo sonoridades sombrias e cerebrais bem ao estilo de “Kill the DJ” ou mesmo do set realizado no Fabric. Este ano, no festival do Sudoeste, já andou por caminhos mais pesados sempre com batidas aceleradíssimas lembrando o álbum “Suck my Deck”. Resta saber o vai ele fazer dia 15 no LUX…



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