Japão – O grande tigre asiático

Japão – O grande tigre asiático

Sushi, quimonos, cultura zen, manga e anime são ícones da cultura japonesa que revelam como é hoje forte o rugido do grande tigre asiático no ocidente.

Final da II Guerra Mundial. Vazio do pós-guerra. Símbolos do pop americano e o american way of life invadem um Japão derrotado e atento ao capitalismo que vem do lado oposto do globo. As marcas de um passado tumultuoso e o desejo de devolver a auto-estima ao país, criam o ambiente ideal para a absorção destes ícones ocidentais, fenómeno cultural que resultou na reinvenção do pop americano e no nascimento da pop japonesa.

Este movimento começa a aparecer em força no resto do mundo a partir dos anos 90, o que torna o Japão no país de estereótipos contrastantes que ainda é hoje em dia- por um lado uma ilha de samurais e templos e por outro a terra dos jogos de vídeo e da manga.

A influência cultural japonesa, em todos os sentidos, recebeu aceitação do mundo ocidental a partir dos anos 80. São múltiplas as marcas que deixou no panorama actual, desde a arte até à gastronomia.

E como falar de gastronomia japonesa é falar de sushi, é inevitável a referência neste texto àquele que é hoje um prato quase corriqueiro, mas que começou por ser uma iguaria exótica, procurada sobretudo por homens de negócios.

Para um ocidental marcado pelos movimentos de contra-cultura, um espectro de comida exótica e saudável como a japonesa foi muito apelativo.

Outras áreas, como a moda, puderam também usufruir da influência japonesa.

Referência na colecção primavera/verão 2013, o Japão revela que não apenas de cultura zen e sushi é feito o sucesso da exportação cultural do país.
Quimonos, sapatos que parecem chinelos e meias, flores japonesas e tecidos acetinados- o Japão à distância de uma compra numa loja Prada, Marc jacobs, Pucci ou na fast fashion Zara.  Aliás, já em colecções anteriores, Marc Jacobs, através da marca homónima e também da gigante Louis Vuitton, havia colaborado com nomes sonantes da arte japonesa, os quais Yayoi Kusama e Takashi Murakami.

Manter a tradição mas adaptá-la à era actual parece ser o elixir da força do Japão, cuja arquitectura talvez seja uma das artes que melhor o exemplifica. Combinar as raízes japonesas nesta área com a base da arquitectura moderna, foi um das razões apontados para a atribuição do prémio Pritzke, em 2013, ao Toyo Ito, arquitecto japonês.

A globalização do talento encontrou também a literatura japonesa e Haruki Murakami foi uma das revelações . Embora com uma projecção menor que o fenómeno manga, a literatura japonesa marca pontos no acelerado mundo ocidental, através do elogio ao tempo e à natureza.

Com pontos marcados e uma posição dominante no mundos dos cartoons, reino partilhado pelos comics americanos e pelas bandes dessinés francesas, está então a manga, que tem como vizinho no passeio das estrelas, o anime.

“Pokemon”, “Dragon Ball”, “Sailor Moon”  e o premiado “Viagem de Chihiro” não serão com certeza nomes estranhos a, pelo menos, uma geração que cresceu nos anos 90.

Não há dúvida de que a Pop Japonesa é cool, iu não existissem os Otaku, uma comunidade de fãs e coleccionadores da cultura japonesa, para o provar a todo o mundo.

Através da pop ou dos valores tradicionais, o Japão tornou-se parte do way of life ocidental.



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