Jazz em Agosto

Lisboa torna-se em Agosto na capital nacional do Jazz. Conheçam toda a programação porque vale a pena.

Agosto, e mais fruta da época. As temperaturas só estão para o jazz e as coisas prometem aquecer na Calouste Gulbenkian com o habitual Jazz em Agosto. De 3 a 8 há jazz para todos os gostos: ao ar livre, em recinto fechado, europeu, norte-americano, electrónico, acústico, free, orquestra ou duo. Diversidade é a tónica dominante neste festival que vem refrescar as tardes e noites de uma Lisboa quente.

A abrir, a 3 de Agosto, a Now Orchestra, pela mão de George Lewis, promete animar a noite no anfiteatro ao ar livre da FCB, pelas 21.30. O mito de Chicago foi a Vancouver e daí nasceu a Now Orchestra, actualmente com mais de 25 anos. Uma idade de respeito.

4 de Agosto, 4ª feira, pelas 21.30 no anfiteatro ao ar livre, a canadiense Peggy Lee Band, com Peggy Lee no violoncelo e direcção, o marido Dylan van der Shyff encarregue da percussão e Brad Turner no trompete, Tony Wilson na guitarra eléctrica, Jeremy Berkman no trombone e Andre Lachance no baixo eléctrico, a noite promete inúmeras tendências, com o pouco habitual violoncelo a mostrar que no jazz não há barreiras.

The Thing, quinta-feira dia 5, pelas 18.30, trazem um pouco do gelo nórdico ao coração de Lisboa, que tanto precisa. Free jazz, improviso constante, pelas mãos do sueco Mats Gustafsson nos saxofones, e dos noruegueses Ingebrigt Håker Flaten (contrabaixo) e Paal Nilssen-Love (bateria).

Dia 5 ainda, pelas 21.30 sob as estrelas, François Houle Electro-Acoustic Quartet mais uma vez do Canadá com o próprio no clarinete e máquinas, promete experimentalismo, tendências clássicas e muita electro-acústica(!). Van der Schyff na percussão (pela 2ª vez), Ron Samworth na guitarra eléctrica e Chris Tarry no contrabaixo.

Gunter “Baby” Sommer, dia 6 pelas 18.30 no auditório 2, a solo mas suficiente, pretende explorar o ritmo até ao limite, improvisando na bateria, acessórios incluídos.

Ainda no mesmo dia, aproveitando a brisa nocturna que sopra nos jardins da FCB, Otomo Yoshihide New Jazz Quintet, com Mats Gustaffson (de novo) substituindo Alfred Harth, une o melhor de dois mundos, Japão e Suécia, pela guitarra e turntable de Otomo, sax soprano e alto de Kenta Tsugami, contrabaixo de Hiroaki Mizutani e a bateria e trompete (?) de Yasuhiro Yoashigaki, num estilo que alguns chamam de “onkyo jazz”.

Mais um artista a solo, desta vez da Noruega e no trompete explorando a electrónica, Arve Henriksen traz à sala Polivalente da FCB, dia 7 pelas 15.30 o produto das influências da música japonesa ou mesmo dos noruegueses Supersilent.

Ainda dia 7, Martin Tétreault e Otomo Yoshihide (mais uma vez), dois turntablist de vanguarda, que já trabalham juntos há algum tempo, mostram gesticulações mecânicas e dotes musicais que trazem sonoridades novas a Portugal, no Auditório 2.

A fechar o dia 7 pelas 21h30 no Anfiteatro ao ar Livre, Franz Hautzinger Regenorchester XXI traz um pouco de jazz e electrónica com o seu trompete quartertone, com a ajuda de Christian Fennesz (laptop), Helge Hinteregger (sampler), Karl Ritter (guitarra eléctrica), Luc Ex (baixo acústico) e Alex Deutsch (bateria)

Finalmente, o último dia do festival. No dia 8, enfim uma representação portuguesa. Num duo ibérico, Nuno Ferreira e Jesus Santandreu trazem novas tendências também electrónicas, que prometem novidade na Sala Polivalente pelas 15.30.

De seguida, Paul Pimley e Lisle Ellis no auditório 2 pelas 18.30, seguido de Paul Cram Orchestra a fechar pelas 21.30, sob as estrelas. Todos do Canadá. Para o ano há mais..

Os preços vão desde os 10 euros na sala polivalente, passando pelos 12,5 no auditório 2, até aos 15 no anfiteatro ao ar livre. à venda na FCB de Terça a Domingo entre as 10 e as 18 horas, e uma hora antes do início do espetáculo.



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