Jazzanova

O colectivo alemão actua no Clube Mercado em Lisboa, a 17 de Dezembro.

Dez anos depois da sua fundação, os Jazzanova continuam a ser um dos colectivos europeus mais respeitados no panorama da música de dança. Para além dos discos, foram os responsáveis pela criação da Sonarkollektiv. O sexteto regressou este ano às edições com mais um volume de remisturas, “The Remixes 2002-2005”, que será o mote para a actuação de dia 17 de Dezembro no Clube Mercado em Lisboa. A rua de baixo tem convites para oferecer.

O colectivo formado por três djs (Jürgen von Knoblauch, Alexander Barck e Claas Brieler) e três produtores (Stefan Leisering, Axel Reinemer e Roskoe Kretschmann), estabeleceu contacto pela primeira vez em 1995 no “Delicious Doughnuts Club” da capital alemã, onde todos os membros actuavam regularmente.

Sempre influenciados pelo jazz, o colectivo desde cedo adoptou uma vertente de fusão, produzindo aquilo que muitos apelidaram de easy listening. A música dos Jazzanova é uma viagem por tendências e estilos que vão desde o house, trip-hop e drum n’bass, sempre temperadas com uma pitada de tropicalidade.

Embora tenham editado poucos registos de originais (o EP “Caravelle” em 1998 e “In Between” em 2002 são os mais marcantes), o colectivo tem nas remisturas a sua principal fonte de criatividade. Depois de lançarem “Remixes 1997-2000”, onde, de uma forma brilhante, conseguiram sintetizar algumas das melhores produções do final da década de 90, regressam com o sucessor, respectivo ao período 2002-2005.

As escolhas dos Jazzanova para esta nova compilação vêm mais uma vez confirmar o ecletismo do grupo. Neste novo trabalho encontramos versões de nomes tão díspares como Fat Freddys Drop (com uma excelente remistura de «Flashback») ou os Calexico (com «Black Heart»), com os quais tiveram a possibilidade de escolher a faixa preferida de “Feast of Wire”.

Sem grandes surpresas, “The Remixes 2002-2005” é um disco com o cunho dos Jazzanova, repleto de dub, boas vibrações e muita originalidade. Ao vivo, em dj set, o colectivo aborda praticamente todos os géneros que coloca em disco, sempre com a intenção de envolver a audiência e criar um clima de festa.



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