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Na casa de Jimmy P : Parte 1

A primeira parte da entrevista exclusiva com Jimmy P. Antevisão do concerto de dia 25 de Junho no Sumol Summer Fest onde vai ter a companhia de Valete.

Dum lado um homem das letras e do outro um homem da música só poderia dar este resultado. Mas em menos dum momento tudo muda e o músico fala de livros como o escritor fala de canções. Afinal, tudo vale quando se está em casa e eu fui recebido pelo Jimmy P na sua.

Subimos as escadas até ao estúdio onde surgem algumas ideias que depois dão origem aos sucessos que todos conhecemos. Descalço, degrau a degrau, parecia estar a entronizar-me num mundo que, afinal, nada tem de distante. O Jimmy é como nós. E isso faz dele mais estrela.

Fernando Miguel Santos – Podes contar-me como tudo começou?

Jimmy P – Comecei com um projeto em 2001. Éramos vários, todos tínhamos vindo para cá estudar, mas depois alguns voltaram para Angola.

FMS – Há um ponto de viragem, um tema, que torna tudo mais profissional…

JP– Sim. Houve um tema que gravei com o MadCutz, acabei por gravar um vídeo lowcost que de alguma forma se tornou viral. Foi aí que surgiram as solicitações para concertos e a coisa começou a crescer de forma significativa. Aí comecei a fazer isto de forma profissional. Na altura nem estava preparado, nem tinha estrutura, para fazer os festivais.

FMS– A primeira vez te vi ao vivo foi no ano passado nos Melhores do Ano da Nova Era e já na altura percebi, ainda que com algum desconhecimento, que tinhas uma base de fãs. Não era um consequência de estarem ali, ou seja, o crescimento foi mesmo exponencial…

JP– Sim. A partir daí foi uma curva ascendente. Depois de ter lançado aquele projeto para download acabei por fazer três álbuns e isso acabou por consolidar o meu estatuto como um artista emergente, válido e que faz coisas com qualidade, creio eu. Depois o crescimento aparece de forma proporcional e na minha carreira tem sido assim. Nos Melhores do ano ganhámos o prémio de Melhor Nacional, o que acaba por refletir tudo aquilo que está a acontecer à minha volta. Cada vez temos tido mais concertos e a prioridade é continuar a fazer boa música.

©Fernando Miguel Santos

©Fernando Miguel Santos

FMS– No cartaz do Sumol Summer Fest apareces com um destaque que não terão outros artistas que aparecem mais cedo mas não têm provavelmente a expressão que tens neste momento. Ao ouvir-te falar sempre em “nós”, sentes que isso é fruto do trabalho de equipa apesar de teres uma carreira a solo?

JP– Definitivamente. Não vou estar aqui a dizer que consegui fazer sozinho tudo o que me aconteceu. Isso seria ser extremamente pretensioso e não corresponderia à realidade. Somos uma equipa de cerca de doze e os nossos esforços estão todos a convergir no mesmo sentido. Por isso, quando digo “nós, é porque isto é mesmo um trabalho de equipa, não é um trabalho individual. Claro que tudo parte da música e o que o público vê com frequência são os palcos que fazemos, os festivais, as palmas, os gritos, o pessoal a cantar refrões, mas há um trabalho chato por trás. Por isso faço questão de falar no plural, porque tenho uma excelente equipa.

FMS – Achas que a tua imagem pode ainda ser mais projetada no Sumol?

JP – Acho que há sempre mais coisas para fazer e, depois do concerto que nos estamos a preparar para ir lá fazer não me admirava nada que se falasse disso durante mais algum tempo, porque isso já aconteceu noutros festivais. Quando vamos a um festival vamos para “comer relva”, para dar coça ao pessoal, porque eu tenho noção que há gente que não me conhece. Não vou chegar lá com a moral dum gajo que pensa que toda a gente o conhece. Vou para lá com o pensamento de que nada está ganho. Cada concerto é como se fosse o primeiro.

FMS– É costume preparem-se especificamente para um festival?

JP– No caso do Sumol teremos um concerto especial porque é simbólico. É a primeira vez que vou lá como artista e é um festival que já queria fazer há algum tempo.

FMS– Já tinhas ido como público?

JP – Já e é uma experiência brutal poderes estar nos dois lados. Além disso o nosso live vai ser diferente porque teremos o Valete, ou seja, vai ser mesmo especial.

©Fernando Miguel Santos

©Fernando Miguel Santos

Preparados? Além de todos os outros artistas que estarão presentes, Jimmy P na fase mais fulgurante da sua carreira, promete um concerto especial para os presentes no Ericeira Camping.

E, claro, não deixem de acompanhar a Rua de Baixo, onde em breve partilharemos convosco a entrevista integral com o Jimmy P. Falamos sobre futebol, orgasmos, rivalidades na música e muito mais, nesta entrevista memorável!

Vemo-nos no Sumol Summer Fest!



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