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JNBY

A naturalidade na metamorfose.

Porque a China guarda mais segredos dos que os escondidos nos biscoitinhos da sorte, eis que surge uma nova marca sob a aspiração ocidental contemporânea do Just Naturally Be Yourself (JNBY), em que ser naturalmente tu próprio implica a re-invenção pessoal das peças em função não só do estilo individual e do estado de espírito, bem como dos traços físicos e mesmo do tempo lá fora.

Ultrapassando o estigma do ‘Made in China’, a inovadora marca chinesa JNBY é pela primeira vez desenhada na cidade de Hangzhou, em 1994, pela mão de doze jovens recém-licenciados no China’s Institute of Design, que aproveitaram alguma abertura do regime comunista, bem como o caminho internacional traçado por designers chineso-americanos, para se lançarem no mercado mundial sob o cunho de uma extrema dedicação num trabalho minucioso.

Em cada estação florescem quatro a cinco mini-colecções sob o signo de diferentes temáticas. Não obstante a colecção de Outono/Inverno de 2010 foi instituída sob os auspícios de: modelo, futuro, viagem exótica e rock elegante. Cada peça reflecte o conceito subjacente nos mais ínfimos traços, no detalhe das linhas e das formas, nunca perdendo as suas capacidades mórficas, expoente máximo da criatividade e originalidade deste colectivo.

Cada peça consubstancia o paradigma arquitectural da flexibilidade e adaptação a uma vasta gama de vectores, oferecendo ao consumidor a oportunidade de re-invenção e personalização de cada peça. Em bruto quando suspensa no escaparate, sem uma forma definida, porta inclusivamente um ar cru, desleixado e extremamente largo, que quando vestida corporiza a assinatura do modelo num magnetismo transcendente, delineando a silhueta em formas únicas perfeitamente esculpidas.

A imagem de marca das colecções da JNBY reside precisamente nas suas capacidades mórficas, talhadas por primorosos detalhes distintivos encarnados nos cortes assimétricos, minuciosamente estruturados em linhas finas, que ganham volume por meticulosos drapeados, numa paleta neutra de cores e texturas.

Da aspiração a ser naturalmente tu próprio brota uma certa necessidade de conforto, guarnecida por matérias-primas orgânicas de elevada qualidade – dentre elas o algodão, a lã e a seda, matérias respiráveis e eco-friendly. Neste sentido, a marca frui de uma aliança com o National Cotton Council (NCC), recentemente porta-estandarte de uma instalação temporária em Shangai, a fim de promover a marca numa simbiose entre Arte e Moda, sob o tema “Naturally creating the future”, edificada sob a forma de um tenda insuflada integralmente em algodão.

Fruto de um desconstrutivismo orgânico, o look simplista e arquitectural revelador das colecções JNBY confere às peças um carácter andrógino, definido por um conjunto de peças-chave assimétricas, que ganham o seu expoente máximo de originalidade nas leggings, delineadas por cortes originais e drapeados modernos que quase aspiram à indumentária do Luke Skywalker.

Todavia, as peças-base da colecção são as malhas assimétricas e mutáveis, que facilmente se definem numa multiplicidade de peças por pequenos ajustes e artifícios, sejam eles botões, faixas ou fitas estrategicamente posicionados, os quais, ao sabor do gosto e originalidade do cliente, são convertidos ora em tops, casacos, lenços compridos, xales, ora em saias ou mesmo em vestidos.

A maleabilidade dos materiais, longe de convenções mórficas e limitações contextuais, é o ponto fulcral de atracção à marca, permitindo ir além da função base em céleres e ligeiras adaptações, convertendo um look urbano cosmopolita num sofisticado traje de noite. É precisamente este carácter flexível e utilitário das peças que conquista gerações, independentemente da idade ou papel social.

Num jogo de bric-a-brac é possível brincar com as peças no fluxo de sucessão de novas tendências, mantendo um guarda-roupa sempre actualizado e compacto, especialmente eficiente para quem é adepto do travel light e, em tempo de crise é particularmente atractivo comprar apenas uma peça multi-funcional e sofisticada.

Tocando a questão do valor das peças, claramente não estão ao nível das grandes cadeias de distribuição, todavia para uma marca multifacetadamente inovadora e de elevada qualidade a margem oscila entre os $200 e os $500, correspondendo respectivamente ao valor médio de uma saia ou de um casaco.

A fim de compensar qualquer sentimento de culpabilização após a aquisição de uma peça, não deve ser esquecido o forte sentimento de responsabilidade social da marca, que se aliou à associação de voluntariado social New York Cares na iniciativa “Drive Coat”, cujo objectivo se concretizava na angariação de agasalhos, com vista a portar indivíduos com dificuldades económicas de protecções para fazer face aos rigorosos invernos nova-iorquinos, oferecendo como contra-partida um desconto de 15% na aquisição de sobretudos na flagship store da mesma.

Num mundo progressivamente tecnológico, a marca não descura a faceta “gadget-dependente” dos seus clientes, fornecendo aplicações iPhone e iPad, cujo espectro de conteúdos vai desde a apresentação das colecções de senhora, e agora mais recentemente de criança, bem como a apresentação do background da marca, os seus pontos de venda internacionais, sejam eles concept stores ou revendedores.

A marca expande-se actualmente numa rede internacional de mais de 500 espaços de cariz neo-industrial, dominados por um sentimento de organicismo, reflectido pelas madeiras duras, contraplacados, paredes semi-pintadas e painéis de aço. Meia porção delas encontra-se situada na China e a outra metade por localizações tão cosmopolitas como Tóquio, Rússia, Vancouver e Nova Iorque.

Curiosamente, as novas tendências de marketing não passam nada ao lado da JNBY, nascendo a presença nova-iorquina do sucesso de uma pop-up store de seis meses no Soho, junto aos expoentes nacionais da esfera da moda, convertendo-se numa loja perene em Janeiro de 2011, dois quarteirões acima do espaço inicial.

Dando ainda fôlego a estas tendências, a marca decide promover-se no Estados Unidos lançando uma campanha viral de marketing, mediante a solicitação da parceria de figuras representativas da comunidade online critica de moda, a qual se prestou a disponibilizar no seu vlog o vídeo da visita à flagship store em Soho, com as suas sugestões de dois looks, casual diário e cosmopolita nocturno, conselhos estes que constaram igualmente da decoração de montras, bem como de blogs convidados.

Critério a reter: ser naturalmente tu próprio pela adaptação inventiva do vestuário original JNBY, fruto do estado de espírito, traços corporais, tendências e clima, não esquecendo a versatilidade da reversibilidade e da capacidade mórfica das peças, que se compactam facilmente no guarda-roupa ou na mala de viagem.



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