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João Penalva

João Penalva refere-se ao visitante das suas exposições como ‘espectador’: “Será uma fantasia minha, mas na palavra ‘espectador’ parece-me estar implícita essa noção de diálogo com alguém que presencia, que observa. É com essa pessoa que quero ter uma conversa através do trabalho”.

João Penalva (n. 1949, Lisboa), um dos mais internacionais artistas portugueses, apresenta no CAM a sua exposição mais retrospectiva de sempre e a maior realizada, até agora, em Portugal. A mostra vai abranger as múltiplas facetas do seu trabalho, desde a pintura dos anos 90 até às instalações e filmes que criou a partir do final dessa década, ocupando todos os espaços expositivos do CAM, à excepção do piso com a colecção permanente. Serão ainda apresentadas duas obras inéditas.

Com curadoria de Isabel Carlos, parte da mostra ocorre na Kunsthallen Brandts, Dinamarca, no próximo ano. O título – “Trabalhos com Texto e Imagem” – remete para as referências fundamentais da sua obra: o teatro, o cinema, a narrativa e o texto. Trata-se de uma obra onde ler e ver são actos fundamentais, e que nos alerta permanentemente para os mecanismos da percepção e da interpretação, desmontando-os e isolando-os. Nada do que parece é, ou melhor, nada daquilo que pensamos estar a ver ou a ler é de facto o que temos frente aos olhos.

A tradução e o recurso a várias línguas, do esperanto ao russo, passando pelo japonês, o português e o inglês, são outros elementos fundamentais na sua obra, a que não será alheio o facto de viver há mais de quarenta anos em Londres. Bailarino, pintor, actor, escritor, tradutor, gráfico, curador, cineasta, fotógrafo – João Penalva circula por todos estes papéis, e, por extensão, movimenta-se entre o universo da escrita e o universo das imagens criando um lugar único e simultaneamente universal. É esse lugar único que esta exposição pretende mostrar

João Penalva, Trabalhos com Texto e Imagem | de 22 de Julho a 9 de Outubro no CAM/ Gulbenkian.

Artigo originalmente publicado em: Making Art Happen

© Fotografias de José Soveral



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