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JUR @ Musicbox

Os destaques do segundo fim-de-semana do festival Jameson Urban Routes.

Dia 28

Foram necessários seis longos anos para que Tom Vek voltasse a editar. Na altura em que editou o relativamente bem recebido disco de estreia, “We have no sound”, assistiamos ao renascer do indie – discos de estreia de Bloc Party, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, LCD Soundsystem, Maximo Park, The Bravery, Arcade Fire (para mais informações é favor consultar o cartaz do Festival Paredes de Coura 2005). Nessa altura ainda nem os Strokes nem os System of a Down tinham anunciado um hiato. O indie deu lugar à folk e, por fim, às sonoridades mais electrónicas. Tom Vek não editava desde 2005, altura em que formou um pequeno culto à sua volta, deixando, portanto, saudades. O disco de estreia seguia o cenário pós-punk das bandas citadas acima de outras milhentas entretanto surgidas, mas de que ninguém se lembra – um pouco à imagem do punk, um pouco à imagem de toda a história da música. Na verdade já quase ninguém se lembra de Tom Vek, já ninguém se lembra daquelas guitarras que apontam directamente para a anca, daquela indie-pop sexy e dançável. É ele quem grava tudo e só por isso já merece crédito. “Leisure Seizure” surge seis anos depois da última vez, tenta prolongar o prazer, mas falha numa coisa essencial: o momento. Tiremos as dúvidas ao vivo, no Jameson Urban Routes.

É curioso verificar que, apenas uma semana após a actuação de Bonnie Prince Billy no Teatro Maria Matos, Old Jerusalem venha também a Lisboa apresentar o último, quinto e homónimo disco. É curioso porque não é todos os dias que Francisco Silva actua na capital e porque o nome do seu projecto pessoal é o nome de uma canção de Will Oldham aka Bonnie Prince Billy. É folk, pois claro, aquilo que o este escritor tem para oferecer desde 2003, ano em que editou o aclamado “April”. Ele, a sua voz, uma guitarra acústica e arranjos cuidados. Não precisamos de mais nada.

Dia 29

Último dia de Jameson Urban Routes, o dia da chamada world-music com os Tigrala e a Owiny Sigoma Band. Dos Tigrala de Norberto Lobo, Guilherme Canhão e Ian Carlo Mendoza já não há muito a dizer, o que fazem é provocar aquele monte de sensações chatas que um crítico se socorre quando não tem grande coisa para dizer. É isso, os Tigrala têm muito para dizer e pouco a explicar. São aquilo que são e são sempre uma surpresa. O segredo está em deixarmo-nos surpreender. Já os Owiny Sigoma Band são o projecto que resulta de uma viagem de cinco ingleses de Londres que viajam para o Quénia e conhecem e decidem colaborar com um conjunto de músicos locais. O objectivo era criar algo único. São bem sucedidos. É música que casa África com o Ocidente, coisa tão na moda. As raízes africanas e um forte apelo à dança. É o último concerto do festival – seguem-se dois DJs – e promete terminar em festa.



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