Kid Loco

Já está marcado o regresso ao Porto daquele que um dia foi Bravo e que agora é Loco. A não perder...

Depois da passagem pelo baile das máscaras da última edição do Fantas, o dj/produtor francês Jean Yves Prieur aka Kid Loco vem mais uma vez ao nosso país para uma actuação única no Hard Club em Vila Nova de Gaia no próximo dia 30 de Novembro.

O percurso musical de Jean Prieur teve o seu início durante os anos oitenta, num período designado por muitos de pós-punk. Bastante influenciado pelos Clash, adopta o nome artístico de Kid Bravo e integra uma banda punk na qual era o guitarrista, abandonando a sua actividade em prol da produção que começou a parecer-lhe mais aliciante, tendo criado a editora Bondage. Com o desenrolar dos anos oitenta, a música mundial foi-se alterando e a sua produção também, tendo apostado em ritmos mais virados para o Hip-Hop com bandas como os Catch My Soul ou os Mega Reefer Scratch, dois projectos que pecaram por estar muito à frente do seu tempo.

Foi só em 1996 que o crescendo interesse pela electrónica se materializa e Jean Prieur passa de Bravo para Loco editando o primeiro EP – “Blues project EP”, seguido por um dos marcos da música electrónica europeia da década de noventa, “A Grand Love Story”, uma lufada de ar fresco para a crescente inter-ligação entre o rock e a electrónica que, através do samples utilizados, conseguiu captar a atenção de seguidores de ambos os géneros e catapultou o nome de Kid Loco um pouco por toda a Europa.

Para além da veia conceptual demostrada nos seus álbuns, Kid Loco é um prestigiado produtor de remisturas, uma área em que se sente à vontade e onde tem trabalhado com alguns “pesos pesados” da indústria musical como são o caso dos Pulp, Saint Etienne, High Llamas ou Stereo Lab. Foi numa dessas sessões de remistura que surgiu o convite a Tim Keegan, vocalista dos Departure Lounge, para participar num novo registo de originais que já conta com 3 anos de amadurecimento.

”Kill Your Darlings” é mais um disco conceptual que o próprio descreve com sendo “uma história de amor com drogas” que, para além de contar com a participação de Keegan, tem a colaboração da multi-facetada Lousie Quinn e é formado por dez faixas das quais duas são instrumentais de seis minutos. O álbum espelha a sua visão distorcida de muito daquilo que ouviu, criando um novo estilo, muito difícil de catagorizar.

Visto não ter editado material novo nos últimos três anos, não se pode antecipar aquilo que vai acontecer na noite de dia 30 de Novembro, o que só por si é um forte motivo para estar presente. Qualidade é de certeza uma característica que não vai faltar.



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