Kodo

Nos dias 13 e 14 de Fevereiro, no Coliseu dos Recreios, podemos experienciar algo completamente novo vindo do Oriente.

O Coliseu dos Recreios será o palco escolhido para receber os Kodo, a 13 e 14 de Fevereiro. Esta será uma experiência seguramente diferente que vale a pena vivenciar.

Os Kodo exploram as possibilidades proporcionadas pelo tambor tradicional japonês, o taiko, criando uma forma de arte viva. A palavra Kodo tem dois significados na sua língua materna: primeiro, quer dizer “o bater do coração”, a fonte primordial de todo o ritmo. Diz-se que o som do taiko assemelha-se ao bater do coração ouvido a partir do ventre materno. De seguida, a palavra pode querer dizer “crianças do tambor”, ou seja, os taiko são tocados de uma forma simples, com o coração de uma criança.

Desde a sua estreia no Festival de Berlim de 1981 (belo ano, refira-se), os Kodo já actuaram em cerca de 250 espectáculos em todos os cinco continentes. Passam cerca de um terço do ano fora do Japão, outro terço em tournée pelo seu País e a última parte do ano a preparar novo material na ilha do Sado.

O grupo esforça-se por preservar e reinterpretar as artes japonesas. Além deste esforço, os membros do grupo que estão tournée e em viagens de pesquisa trazem para a ilha do Sado um espelho da música do mundo e experiências pessoais que influenciam todo o trabalho dos Kodo. As colaborações com outros artistas e compositores aumentam este fenómeno. Conta já com 24 intérpretes em palco e com mais de 20 aprendizes da arte de tocar o taiko.

Facto curioso é que, depois de demonstrarem as particularidades do taiko por todo o mundo, os Kodo decidiram criar um ambiente onde pudessem trazer os sons do mundo de volta para a ilha do Sado. Assim, coincidindo com a fundação da Aldeia Kodo em 1988, criaram a primeira Earth Celebration, uma festa anual onde celebram os sons do resto do mundo na sua ilha. O tema escolhido para estas festas foi Tataku, que significa criar um ritmo. Entre os artistas reunidos, estudantes e participantes de todo o mundo, a troca cultural dá-se pela forma de concertos, conferências, workshops e eventos onde os habituais visitantes do festival podem subir a palco e actuar.

Serão duas noites em que toda a força e espírito da tradição japonesa estarão ao seu mais alto nível. A não perder, dia 13 e 14 de Fevereiro, no Coliseu dos Recreios.



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