Lana Del Rey | “Born To Die – The Paradise Edition”

Lana Del Rey | “Born To Die – The Paradise Edition”

Depois do céu, o Paraíso

Muito se tem falado de Lana Del Rey nos últimos meses, para o bem e para o mal. Quem esteve na última edição do SBSR pôde ver de perto algumas das faculdades que fazem da menina Lana uma tentação ao elogio ou à má-língua: a pose cinematográfica, a atitude provocadora, uma sensualidade de respeito (e despeito) e, já agora, uma vontade enorme de mostrar a roupa interior.

Born To Die – The Paradise Edition”, edição recente do mundo discográfico, é uma promoção ao estilo de um 2 em 1: reúne, na mesma caixa, o longa-duração “Born To Die” e o EP “Paradise”.

Lana Del Rey canta, murmura, conta histórias e provoca, num raio sonoro que vai das baladas de ar clássico – capazes de fazerem subir aos céus todos os isqueiros do mundo – à pop mais moderna, com letras que sabem a porno – a certa altura ouve-se qualquer coisa como «my pussy tastes like Pepsi-Cola» – e arranjos que transformam tudo isto num filme negro de muito bom gosto.

Em cada canção, assim como em cada um dos videoclips, Lana representa o papel que lhe foi atribuído (ou que ela atribuiu a si própria): o de uma rapariga com ar de Lolita pedrada, submissa e com uma atracção doida pelo lado negro da vida. Talvez a razão de muito boa gente ter decidido não gostar de Lana Del Rey tenha exactamente a ver com este lado cénico submisso. Porém, se entendermos isto como uma representação e nos ativermos ao lado sonoro, não será difícil deixarmo-nos levar por esta música sensual, recheada de cordas melancólicas e ternos acordes de piano, que parece ter sido composta para um filme que não existe nem nunca irá existir. A não ser na cabeça de Lana Del Rey e na nossa imaginação.



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