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“Lar, Doce Lar”

Peripécias em torno de um "sabonete" marroquino numa residência de seniores

Em palco, Maria Rueff e Joaquim Monchique: duas figuras incontornáveis do humor em Portugal que dão corpo(s) ao “Lar, Doce Lar”. O texto é baseado na obra “O que Importa é que Sejam Felizes”, de Luísa Costa Gomes e conta com a encenação de António Pires.

Se acha que a estadia num lar é calma e tranquila, é porque não conhece ainda a residência de luxo sénior Antúrios Dourados. Aqui, as amigas Lurdinhas e Estela partilham o dia-a-dia, num quarto, até que chega a notícia do falecimento de uma idosa. E com isso, o “zum-zum” de que há um quarto privado vago. Rapidamente se inicia a disputa entre ambas, com direito a todo um abrir e fechar de portas e gavetas.

Para além das amigas Lurdinhas e Estela, Monchique e Rueff dão corpo e voz a todas as outras personagens da peça. Não se imagina o despe e veste que acontece do outro lado. E a rapidez com que os actores entram e saem da personagem é impressionante.

A cumplicidade em palco é imensa neste que é o primeiro trabalho que Rueff e Monchique apresentam em conjunto, num palco de teatro. Depois de “Júlio de Matos” e de “A Fuga” é bom ver dois grandes actores (e amigos!) apostar num projecto novo que, esperemos, entre em digressão e contamine o País com o riso. A doçura deste lar é própria para diabéticos e altamente recomendada, até, pois os riscos que corremos são os de passar uma noite ou uma tarde a rir. E este não é o melhor remédio?

A peça estreou a 12 de Setembro, tendo acontecido um ensaio geral aberto ao público, cuja receita reverteu para a Casa do Artista. Pelo que apurámos através do twitter de Maria, teve direito a lotação esgotada. E assim tem acontecido com outras datas, por isso, corra às bilheteiras.

“Lar, Doce Lar” está em cena de quarta (21h30m) a domingo (17h), no Casino de Lisboa.



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