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Lego Star Wars: The Force Awakens | Análise

Uma experiência incontornável a qualquer fã de Star Wars!

Como é que o audaz piloto da Resistência, Poe Dameron conseguiu resgatar o Almirante Ackbar, que – quem sabe, talvez por causa de uma armadilha – se encontra prisioneiro numa Star Destroyer? A mencionada caçada de Han Solo e Chewbacca aos famigerados Rathtars, como será que aconteceu? Quem é que confiou a Lor San Tekka parte do mapa para o paradeiro de Luke Skywalker? E o braço vermelho de C3-PO? A história de Lego Star Wars: The Force Awakens, tal como o nome indica, foca-se no mais recente filme da Guerra das Estrelas e faz um óptimo trabalho ao transportar o jogador para os momentos chave da história.

Se a isso aliarmos o abordar de vários dos mistérios mencionados em cima, só ajuda a que este seja um título fácil de recomendar, ou obrigatório até, a qualquer fã de Star Wars. Lembrem-se, porém que estão perante um título Lego. Quero com isto dizer que há que ter em conta o propósito de agradar tanto a miúdos como a graúdos e, para esse efeito, é necessário deixar, um pouco de lado, a seriedade. Exemplo disso será o facto de darmos de caras com personagens aos trambolhões no vários planos de fundo, Han Solo que surge sempre “cheio de estilo” a piscar o olho, Storm Troopers que desfrutam do calor de Jakku ou comentam a sua falta de pontaria ou Chewbacca que não pode partir numa expedição sem que primeiro encontremos os seus biscoitos preferidos. Lego Star Wars: The Force Awakens esforça-se por oferecer ao jogador uma experiência descontraída e consegue-o muito bem.

Graficamente este é um título que não desaponta. Os cenários são incrivelmente detalhados (ao estilo Lego, claro) e abertos à exploração, sobretudo no modo Free Play. Como fã, não há elogios que cheguem para o facto de poder explorar vários dos locais que apareceram apenas por alguns instantes no filme. Muitas vezes para os atravessarmos teremos de resolver alguns puzzles que marcam o seu regresso, prontos para nos fazer puxar pela cabeça. Alguns são bastantes simples, já noutros teremos de perder alguns minutos até encontrarmos a solução que nos permite avançar. Muitas vezes essa mesma solução estará dependente da construção de engenhocas mas que agora, como novidade, podem desdobrar-se em duas ou mais diferentes. Em que ordem? É o que teremos de descobrir.

 

Ao longo da nossa aventura os confrontos contra as forças do império vão mostrar-se inevitáveis e a TT Fusion esmera-se ao transportar para o ecrã momentos emocionantes dos quais nós, o jogador, faremos parte. No que diz respeito à jogabilidade, esta continua aquela a que a série nos tem vindo a habituar só que mais refinada, com algumas novidades até. Continuam a ter lugar os combates frenéticos, onde pontapeamos e esmurramos os nossos inimigos, espalhando peças Lego por toda a parte. Só que agora, vamos participar em tiroteios onde precisamos de nos abrigar por trás de algumas superfícies do cenário. Estes confrontos surgem o quanto baste ao longo da história e nunca acusam repetição. Às vezes resultam em autênticos puzzles, em que para derrubar ou impedir o progresso dos adversários teremos de analisar o cenário que nos rodeia em busca de um ponto fraco para onde possamos disparar.

Ainda falando sobre o combate, por vezes vamos dar por nós a controlar veículos. Enquanto que em terra a acção pode ser um pouco trapalhona mas sem nunca comprometer o nosso progresso, é no ar que esta vertente atinge toda a sua glória. Pilotar o X-Wing negro de Poe Dameron ou a Millenium Falcon de Han Solo, por exemplo, deu aso a uma experiência que facilmente se sobrepõe à que o mais recente Star Fox conseguiu oferecer. Acelerar pelo ar na tentativa de esquivar ao fogo inimigo é vertiginoso e aliciante ao mesmo tempo. Tinha tudo para ser complexo mas a acção é surpreendentemente intuitiva e linear o quanto baste para que nunca caia no aborrecimento.

Se ainda não vos convenci de que “estes são os dróides de que estão à procura”, permitam-me então destacar o trabalho de som deste jogo que é exemplar. A banda sonora, evidentemente dispensa quaisquer apresentações, e acompanha muito bem toda a acção que tem lugar no ecrã. Quanto à narrativa, saibam que todos os actores estão presentes para dar voz às suas personagens, sobretudo em cenas que não estiveram presentes no filme original. Obrigado Harrison Ford, Carrie Fisher e companhia!

 

Conteúdo é coisa que não falta e nunca pensei vir a falar tão bem de um título da série Lego mas factos são factos e Lego Star Wars: The Force Awakens é um título que merece destaque. A história estende-se para lá das 10 horas de jogo, os cenários que vamos atravessar são amplos e convidam à sua exploração, mostrando-se repletos de colecionáveis e segredos para descobrir e as personagens que vamos desbloquear são cerca de duzentas. Um leque impressionante que alberga personagens novas, outras já conhecidas do novo filme e até mesmo da trilogia original. Muito mais do que uma simples adaptação para o seu universo lego, a TT Fusion pega em Star Wars: The Force Awakens e oferece uma sólida experiência de jogo – recheada do humor a que já nos tem vindo a habituar – e que expande os eventos do filme no qual se baseia.



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