Les Baton Rouge

O regresso da mítica banda de Suspiria Franklyn.

Dezembro parece ser o mês dos regressos. Depois de, no princípio do mês, os Parkinsons se terem juntado para três actuações inesquecíveis no nosso país, agora é a vez dos Les Baton Rouge, a mítica banda de Suspiria Franklyn, anunciar o regresso aos palcos, após um hiato de dois anos, para uma mini-digressão ibérica.

Nos anos 90, os Les Baton Rouge e os Tédio Boys foram duas das mais importantes bandas rock do circuito underground nacional. As suas actuações caóticas tornaram-se míticas. Depois, deu-se a internacionalização: os Tédio Boys nos Estados Unidos da América e os Baton Rouge na Espanha primeiro e só depois nos Estados Unidos. Por cá ficaram as histórias de quem os viu e nestes últimos anos formou-se uma autêntica lenda à volta destes dois conjuntos. Agora, é a oportunidade de voltarmos a contactar com metade dessa história.

Suspiria Franklyn, a front-woman dos Baton Rouge a residir actualmente em Berlim, é um dos mais importantes nomes do rock feminino, ao lado de artistas como Nina Hagen ou Peaches. Percursora da cena new-wave nova-iorquina, a portuguesa tem-se dividido nos últimos anos em vários projectos, de onde se destacam as Suspicious, duo electro-wave que divide com a belga Caroline Werbrouck (das Hara-Kiri), e os Mediatic Slaves, punk-new wave em formato trio, com Synthetique e James Jacket, seu companheiro nos Baton Rouge.

Dos Baton Rouge não haviam notícias desde há dois anos para cá, altura em que foi lançado “My Body-The Pistol”, poderoso disco punk-rock produzido pelo mítico Tim Kerr. Mas antes de se mudar para Berlim, os Les Baton Rouge já existiam desde 1998, ano em que se formaram em Coimbra, depois de Suspiria Franklyn ter brilhado nas saudosas Everground. Com um punk-rock visceral e directo, na tradição dos New York Dolls ou dos The Cramps, rapidamente começaram a dar que falar.

Mas após três anos a tocarem apenas em Portugal, os Baton Rouge deram o salto até à vizinha Espanha, onde gravaram o EP “Sexcentric” pela conceituada Munster Records. Daí até ao outro lado do Atlântico foi um pulo e a reputação das Baton Rouge começou a precede-las, sendo elogiadas por vários nomes conceituados do panorama musical internacional, dos The Hives aos Franz Ferdinand.

Actualmente, Suspiria Franklyn faz-se acompanhar pelo guitarrista James Jacket, pelo baixista Peter Shamble e pelo baterista Lars Friedrich, que vão arrancar a digressão nacional já no próximo dia 7.



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