Levi’s

Nova colecção Primavera/Verão 2006. Ou como uma marca se reinventa a cada Estação.

A Levi’s um daqueles casos de sucesso que até passa ao lado de muitas pessoas, de tão habituadas que estão a ver as suas peças de roupa um pouco por todo o lado, atravessando todas as idades e classes sociais. No entanto, esse estatuto de que goza deve-se, em muito, à sua capacidade de seguir e ditar tendências, tendo o cuidado de reinventar o seu reportório a cada colecção que dá a conhecer. A nova colecção Primavera/Verão 2006 não é excepção, como foi possível verificar na sua apresentação, que decorreu no final do mês passado, em Lisboa.

A história da marca é, de uma forma geral, conhecida, mas convém fazer-lhe um pequeno resumo. O seu início dá-se quando Levi Strauss, emigrante alemão nos Estados Unidos da América, decide partir para San Francisco em 1853 para abrir uma sucursal do negócio dos irmãos.

Depois de vinte anos à frente de negócios bem sucedidos, o seu nome passa a ter reconhecimento e a atrair inúmeros clientes certos. Um deles, Jacob Davis, que vivia na cidade de Reno, no Nevada, deparou-se com o problema de os bolsos das calças que produzia não terem muita durabilidade. Foi aí que se lembrou de colocar uns pequenos arrebites nos cantos dos bolsos e no topo da braguilha das calças.

Ao aperceber-se do sucesso da sua invenção, percebe-se igualmente de que esta devia ser patenteada, mas não tinha dinheiro suficiente (68 dólares) para o fazer. Aqui, convida Levi Strauss, que lhe vendia material para fazer as mesmas, para se tornar seu sócio. O dia 20 de Maio de 1873 é apontado como o do “nascimento” das calças de ganga, tal como as conhecemos hoje. Mas a denominação jeans tornar-se-ia mais popular na década de 1960 a partir do momento em que a geração vinda do baby-boom norte-americano começou a dar esse nome ao seu tipo de calças preferidas.

De volta a 1873, enquanto que Jacob Davis estava encarregue da confecção das calças, a Levi Strauss & Co. abriu duas fábricas em San Francisco. Em pouco tempo, todos os tipos de trabalhadores utilizavam este novo modelo e comentavam com outros sobre a sua durabilidade. Em 1890, essas calças recebem a denominação 501, que ainda hoje vigora. Um ano depois, a patente torna-se domínio público e outras companhias começam a copiar este modelo.

Quanto à próxima colecção, segue esta característica de inovação, partindo sempre dos mesmos princípios: criar roupa agradável à vista, prática e durável.

A ganga é sempre o ponto forte da marca e isso denota-se nas peças apresentadas para a Primavera/Verão de 2006. Desde as calças com um corte mais “tradicional”, mas que ainda assim podem ser encontradas transformadas por um qualquer rasgão ou descoloração de parte delas, às tão em voga calças largas, numa nova abordagem ao estilo do Surf ou Skate, completamente rasgadas e com as costuras a abandonarem a parte lateral das pernas, ou ainda aos modelos em cores berrantes e que tradicionalmente não se colocariam numas calças de ganga, há de tudo e para todos os gostos.

Esta nova colecção dirige-se maioritariamente para um público jovem e activo, mas que nem por isso descura o seu aspecto, e tenta manter um estilo muito próprio. Daí que haja também espaço para os “clássicos” blazers ao lado de pólos bem mais irreverentes.

No entanto, apesar de tanto a colecção para homem como para mulher possuir estes aspectos, a julgar pelo que foi dado a conhecer, é a que se dirige ao público feminino que parece mais bem conseguida. Inspirada no Orange County, de Los Angeles, e todo o espírito em que a cidade está envolta, novamente com o Surf à cabeça, toda a roupa respira tranquilidade e relaxamento, mas novamente sem pôr de parte o seu aspecto.

A colecção Primavera/Verão deve invadir as lojas nos primeiros meses de 2006. Para agradar a gregos e troianos.



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