Ligh

Mais um projecto electrónico português em apresentação na Rua de Baixo. Venham conhecê-lo.

Ligh é mais um projecto electrónico que ganhou vida através de uma maqueta com 12 temas. É uma aventura individual da autoria de Pedro Dias Moura que, diz ele, “é apenas uma aventura que foi ganhando corpo na última meia dúzia de anos, são pequenas notas que foram protegidas entre ensaios de outros projectos, resultando na presente maqueta.”

Este registo foi completamente feito em casa de Pedro Moura e pretende retratar o imaginário sonoro do autor, o qual fica neste disco exemplificado através de 12 faixas que vêm deste modo reclamar para si uma oportunidade de serem ouvidas e comentadas. Este trabalho assume-se assim como uma aventura que procura hoje eco, para amanhã ganhar norte.

Mesmo sendo apenas um rascunho, consegue ter algumas faixas interessantes. “Dirt. F for fast” é uma delas. Com um ritmo calmo, aliado a instrumentos clássicos consegue ser relaxante ao mesmo tempo que vai ficando no ouvido. Durante todo o registo denota-se várias experimentações, não seguindo o mesmo rumo durante muito tempo.

A faixa 8, “Dream of Spectrum 128k”, remonta-nos para os clássicos jogos do Spectrum onde se esperava uns bons 10 minutos para começar a diversão, quando começava. Num ritmo acelerado e desconcertado, a faixa toma um rumo crescente para a faixa seguinte que, mais lúcida e num ambiente chill out, nos acalma e relaxa. Mais descontraída, “Fuck you mr. printer man” é uma faixa hilariante, onde ouvimos todo o percurso desde a ordem dada para imprimir até à sua conclusão. Termina com duas faixas bem calminhas, dando uma ambiência relaxante e agradável.

Este é um projecto que é bem capaz de ter pernas para andar. Não é propriamente uma obra-prima, mas o tempo nos dirá algo mais… Com alguma experiência, aliada a uma melhor definição do rumo a tomar, somos capazes de ver Ligh a dar que falar mais tarde.



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