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Liliana Pêgo

“Ser jornalista em rádio é que era!”» Tanto “era”, que acabou mesmo por ser. Fomos (virtualmente) até Montemor-o-Novo para conhecer a Liliana Pêgo, jornalista na Rádio Nova Antena.

Liliana Pêgo é jornalista por culpa do destino, afirma.  Nasceu em Sangalhos,  no distrito de Aveiro e os estudos ensinaram-lhe o caminho até Portalegre, onde estudou marketing. «Sabem quando queremos muito uma coisa e ela acaba por acontecer quando já não estamos à espera?» – assim aconteceu com o jornalismo e o trabalho na rádio. «Desde pequena que me lembro que a rádio era a minha companhia. Adorava ouvir música, e mais do que o interesse pelo futebol na altura, o que mais gostava era que um aparelho ligado à corrente conseguir reunir a família toda em torno de um relato de futebol a um domingo à tarde. Quando andava no ciclo comecei a ligar mais ao futebol, a estar mais atenta, e a ver programas de bola também na tv, e começou a seduzir-me o outro lado, o jornalismo. Pensei: “Ser jornalista em rádio é que era!”» Tanto “era”, que acabou mesmo por ser.

Após a conclusão da licenciatura na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre, em 2005, ficou desempregada, trabalhou como caixa de supermercado até que um amigo a avisou que a Rádio Portalegre estava a recrutar uma radialista. Não tinha nada a perder, tentou. Passou pelo casting até que conseguiu o lugar. «Fazia programas de rádio e adorava, apesar da minha inexperiência. Nos saltos que dava à redacção aproveitava para aprender uma coisa nova todos os dias (sim, o bichinho do jornalismo!).» Da sua primeira experiência na rádio guarda uma recordação de nervosismo e alegria e a sensação de estar a cumprir um sonho. «Aqueles minutos iriam determinar o meu futuro, já que estava à experiência. Felizmente correu bem e acabei por poder fazer disso vida.» confessa Liliana.

«Depois disso saí da rádio, aventurei-me no mundo empresarial, colaborei com outra rádio, a São Mamede. Ao fim de um ano decidi que aquilo não era vida para mim. Um mês depois ligaram-me a convidar para a Rádio Elvas… para trabalhar como jornalista! Isto é um sonho ou quê? Estive lá um ano mas as deslocações tornaram-se um fardo e decidi tornar-me apenas colaboradora, numa altura em que também a Rádio Campo Maior fazia parte do grupo.» O entusiasmo da Liliana é contagiante e a qualidade do seu trabalho fez com que surgisse uma proposta para trabalhar na Rádio Nova Antena, em Montemor-o-Novo, adquirida há pouco mais de um ano pelo grupo empresarial da Rádio Elvas e da Rádio Campo Maior.

Como é um dia de trabalho na Rádio Nova Antena? A Liliana chega à rádio por volta das 7h30m, para se inteirar das notícias da manhã e assim preparar o primeiro noticiário, das 8h, que faz em directo. Seguem-se duas horas de animação, intercaladas  pelas sínteses informativas e revista de imprensa. Liliana também assegura os passatempos – sempre em directo.  «Das 10 às 13 horas gravo rúbricas, entrevistas, faço telefonemas, edito sons, escrevo notícias, actualizo o site… e ainda asseguro o noticiário das 12 horas.» Depois do almoço, Liliana regressa para preparar o alinhamento informativo do dia seguinte.

Das 16h às 18h é possível  falar com a Liliana, participando na emissão, pedindo discos, através do telefone (266  877 132 ), do e-mail radionovaantena@gmail.com  ou do twitter @radionovantena. Em alternativa, os ouvintes podem passar pela página da rádio, no facebook ou mesmo pelos estúdios em Montemor-o-Novo, no Estádio 1º de Maio. «Eu apenas faço a edição da tarde, mas de manhã, das 10h às 12h também é possível participar na emissão», refere Liliana. O contacto com as pessoas  é aquilo que mais valoriza no seu trabalho, numa rádio local «Muitas pessoas estão sozinhas, vivem longe das periferias e se não ligam já estranhamos… O melhor disto tudo é que temos ouvintes de todas as idades e que gostam de nós verdadeiramente. Fazem-nos visitas, levam um bolinho, estão um bocadinho connosco e saem da rotina.»

Quando perguntamos se a Liliana tem uma história marcante para partilhar, recorda-se que num encontro de uma rádio em que trabalhou dois ouvintes para lá dos 60 anos conheceram-se finalmente, pessoalmente e acabaram por casar. «Da minha parte é muito bom saber que alguém está do outro lado a ouvir-nos com atenção, a escutar o que dizemos. Podemos verdadeiramente mudar a vida de alguém», conta Liliana. E é isto que compensa, pois a quantidade de trabalho não se relecte nos salários baixos. « Cada vez são menos pessoas a trabalhar e mais a ganhar pouco. Felizmente que a grande maioria gosta muito do que faz.»

A jornalista tem muitas histórias para contar, sobre os encontros com ouvintes: «Já tive ouvintes que fizeram muitos quilómetros para ir ter comigo ao estúdio. Pessoas que até vivem com algumas dificuldades mas guardam um dinheirinho para gastar na viagem e estar ali 1 ou 2 horas. Posso dizer que já recebi a visita de centenas de ouvintes e acho que é sempre uma surpresa para mim e para eles. Quando ouvimos a voz de uma pessoa tentamos imaginar como será. Gorda, magra, alto, baixo…não fazemos ideia. Tenho uma ouvinte (a tal que arranjou casamento através da rádio), que faz licores caseiros espectaculares, e de vez em quando levava umas garrafas. Uma vez fez questão que provássemos todos “este é novo”, “prova agora este”, “este é muito bom”, “já provaste este?”, e ao fim… o programa de rádio teve mais música que conversa porque eu já enrolava demasiado a língua.»

A Rádio Nova Antena – e a Liliana – chega a  Lisboa e arredores, Costa Alentejana, Alto Alentejo e Distrito de Évora através do 101.3FM.  Para o resto do país (e do mundo)  basta procurar www.radionovaantena.com Vai um disco pedido?



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