Limbo

São de Matosinhos e vêm demonstrar que a pop electrónica em Portugal veio para ficar.

O espectro musical português começa aos poucos e ainda a uma velocidade bastante reduzida na aceitação e compreensão da evolução e tendências da música mundial. Nenhuma área musical escapou a essa evolução e os projectos têm surgido em número bastante agradável e de qualidade, em alguns casos acima da média. Dentro deste panorama e desta classificação surgem os Limbo, que tentam encontrar o seu canto na música portuguesa.

Limbo é um projecto que nasceu em Matosinhos no Verão de 2002. O som desenvolvido situa-se na área do pop electrónico e é constituído por: Neusa Fangueiro (Voz, 23 anos), Eduardo Esteves (guitarra, 23 anos), Nuno Lopes (baixo, 23 anos) e Pedro Aguiar (guitarra, voz, programações, 25 anos). Dizem que a grande preocupação do projecto é evitar barreiras e deixar a imaginação criar, e dão-se a conhecer através de uma maqueta com três temas. “ CORGO DAYS”, é constituída por “Faithless”; “Globule” e “Mass”, e é o resultado dos primeiros meses de trabalho. Foi totalmente elaborada na própria sala de ensaios e todo o processo de gravação, mistura e produção é da exclusiva responsabilidade da banda.

O primeiro tema, “Faithless”, é a faixa mais pop do registo e podia muito bem fazer parte de qualquer playlist das rádios portuguesas. Um refrão orelhudo e uma voz bem colocada, fazem desta faixa o cartão de visita perfeito da banda. Embora a voz de Neusa ainda precise de alguns retoques, já consegue demonstrar todo o seu potencial que assenta muito bem no som praticado pela banda.

As influências de bandas como os Zero 7 são óbvias no som praticado pela banda. Temas muito bem trabalhados na parte electrónica, criando ambientes e moldes onde a voz de Neusa encaixa como uma luva. Os dois outros temas que compõem a maqueta mostram duas faces distintas dos Limbo. Uma mais dançável em “Globule” e outra mais introspectiva em “Mass”, criando assim uma conjunto bastante eclético no que diz respeito às sonoridades praticadas, mas nunca fugindo às raízes bem vincadas na pop electrónica.

Mais um projecto que arrisca e mostra o seu som a todos. Refrões orelhudos e uma pop simpática e criativa são os cartões de visita de uma banda que, embora tenha um caminho muito grande a percorrer, já tem os alicerces muito bem montados. Um próximo EP já está para breve e fiquem atentos à Rua de Baixo para mais novidades desta banda.

Quando estas linhas foram escritas, os Limbo estavam qualificados para a final do Termómetro Unplugged.



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