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Mão cheia de livros

Semana #48

rapComeçamos as sugestões da semana com algo completamente diferente.
“A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar” (Tinta da China) traz de volta Ricardo Araújo Pereira desta vez em formato de manual de escrita humorística. Segundo o autor, este livro é um modo especial de olhar para o humor e dar-lhe uma hipótese real de acontecer. Para Ricardo Araújo Pereira: «somos treinados para saber o que as coisas são, não para perder tempo a investigar o que parecem, ou o que poderiam ser. Este livro procura identificar e discutir algumas características dessa maneira de ver e de pensar».

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Falar de Afonso Cruz é descobrir um universo muito particular e especial. Entre o seu já vasto espólio literário, a coleção Enciclopédia da Estória Universal (Alfaguara) é um desses exemplos e é com prazer que anunciamos a edição do seu mais recente tomo: “Mil Anos de Esquecimento”. Além dos (des)habituais aforismos, dramas, personagens, apostas e considerações sobre temas tão importantes como Deus e a medida de uma cintura, este volume inclui ainda um relato de um pintor renascentista que se vê enredado numa guerra violenta e sanguinária entre duas cidadelas inimigas, governadas por irmãos desavindos, que encarnam a acesa disputa entre o aristotelismo e o platonismo, depois de… mil anos de esquecimento.

trilhoDepois de “As Raparigas Esquecidas”, a dinamarquesa Sara Blædel oferece-nos “O Trilho da Morte” (Top Seller), mais um thriller da saga protagonizado por Louise Rick, agente policial do Departamento das Pessoas Desaparecidas. Na ordem do dia está o desaparecimento de Sune Frandsen, um menino de 15 anos que desapareceu na floresta de Hvalsø, no dia do seu aniversário. Ao investigar, Louise descobre que se trata do filho do talhante Frandsen, amigo de Klaus, o seu primeiro grande amor, cujo suicídio nunca fora convenientemente explicado.

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Por mais que se mostre, escreva ou fale, o tema do Holocausto ainda consegue surpreender. Baseado em factos verídicos, “O Rapaz e o Pombo” (Oficina do Livro), de Cristina Norton, conta-nos uma história passada entre as décadas de 1930 e 1950. No epicentro está um rapaz judeu que descobre o ódio, o desalento, a ternura e o amor à vida, e à sua volta estão ecos e fantasmas de todas as pessoas que passaram por uma das maiores injustiças e vergonhas da humanidade: a violência provocada pelo III Reich. Este livro surge da necessidade de Cristina Norton em denunciar o que por vergonha as mulheres que haviam sido obrigadas a prostituir-se nos campos de concentração não ousavam contar.

as-mulheres-1Finalizamos a nossa mão cheia da semana com uma sugestão para o público infantojuvenil. Chama-se “As Mulheres e os Homens” (Orfeu Negro) e venceu o Prémio Não Ficção 2016 – Bologna Ragazzi Award 2016. A autoria é de Luci Gutiérrez, versa sobre a igualdade de direitos entre géneros e é uma espécie de serviço público do centro criativo espanhol conhecido por Equipo Plantel.

Boas leituras!



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