Lux | 6 de Junho | Green Ray 2012 Lux Curated by Damian Lazarus

É, talvez, uma metáfora demasiado óbvia de utilizar para explicar a carreira de Damian Lazarus e da sua Crosstown Rebels, mas não há como fugir-lhe : a ordem bíblica “Levanta-te, Lázaro, e anda!” assenta de forma quase arrepiante na história de ambos, se tivermos presente que já por 3 vezes, um e outra estiveram à beira de “fechar a loja” devido à falência sucessiva das suas distribuidoras. E no entanto, por 3 vezes (uma das quais ainda sob o nome de City Rockers), Lazarus voltou a caminhar, e presentemente, mais que caminhar, o DJ Londrino e os seus rebeldes, correm confiantemente pela estrada do sucesso, entre os mais bem sucedidos e marcantes nomes da música de dança actual.

Tal deve-se, em muito grande parte, aos ouvidos ecléticos, bom gosto aglutinador, e talento inusitado para perceber o público, que Lazarus tem como dons. Foi muito por essas razões que, desde 2003, ele conseguiu construir (e reconstruir!) um dos rosters mais ricos e bem-sucedidos de qualquer label actual, com nomes como Seth Troxler, Maceo Plex, Art Department ou Deniz Kurtel a lançarem-se para níveis de projecção estratosféricos sob a sua alçada, enquanto cimentava a sua reputação como DJ de excepção, com os seus Mix-CDs “Get Lost” ou “Fabric 54”.

São estas mesmas qualidades que tornam apetecível a ideia de uma noite inteiramente da responsabilidade de Damian Lazarus. Há poucos programadores com uma pontaria tão afinada como este “sniper” rebelde e estamos convictos que a Green Ray de Junho será disso prova inequívoca.

JIMMY EDGAR Obcecado por Prince e com igual tendência para o incentivo a práticas sexuais arriscadas, Jimmy Edgar é um showman como há poucos em Detroit, que pega na tradição electro da sua cidade de origem e lhe injecta uma carga de funk sintetizado lasciva de dar vontade de pôr uma bolinha vermelha no canto de cada pista em que actua. A sua recente tendência para a incorporação de linhas mais próximas do house e das tendências 2-step/garage que reinam em Inglaterra, conduziram-no ao lançamento do novo álbum “Majenta” pela Hotflush de Scuba, e é este manual de perversão que ele nos vem apresentar nesta Green Ray.

FRANCESCA LOMBARDO Da mesma forma que, após anos de dedicação à música de tradições mais clássicas, que chegavam a incluir cantar ópera, a londrina (de ascendência Italiana) Francesca Lombardo teve o seu momento de revelação em que concluiu que a sua vida musical pertencia às pistas de dança, a sua presença entre nós nesta noite pode ser um momento de revelação para quem a vê. Indo do House ao Techno, e estando tão à vontade ao lado de nomes como Sven Vath, como Radio Slave, impressionou Lazarus ao ponto de se tornar rapidamente uma das mais fortes apostas actuais da Crosstown Rebels. Esta Green Ray vai dar-nos a chance de estar presentes no início de algo grande.

AMIRALI Uma célebre frase diz que “falar de música é como dançar sobre Arquitectura”. É no mínimo adequado então que Amirali seja um músico que é também um estudante de Arquitectura. Mas o que Amirali faz, mais do que dançar, é também cantar, e os seus traços musicais traçam uma linha certeira do house ao pop de influências new-wave, com algures entre Erlend Oye e os Underworld, sob batidas que surpreendem pela sua “musculatura” pouco habitual neste tipo de combinação. Chega ao Lux bem a tempo de promover o seu álbum de estreia, “In Time”.

SUBB-AN O jovem (24 anos) Ashique Subhan é uma das jóias da coroa da Crosstown Rebels. Capaz de um house simultaneamente sofisticado e cru, o seu ritmo prodigioso de trabalho (que inclui, além da CR, lançamentos numa lista de editoras que inclui a Hot Creations de Jamie Jones, Toolroom, B-Pitch Control e Saved) fica totalmente espelhado na sua prestação em pista. Subb-An não brinca em serviço e é um dos nomes mais energéticos do catálogo da Crosstown Rebels e a sua inclusão no line-up desta Green Ray é um golpe de mestre de Lazarus na busca de colocar os níveis de adrenalina da pista do Lux no seu pico.

DAMIAN LAZARUS O patrão. O seleccionador. O esteta. Damian já não é um novato nas pistas portuguesas e já provou várias vezes estar num nível restrito de DJs capazes de nos fazer ver a quantidade de tonalidades que a música de dança pode possuir, sem com isso parecer incoerente ou perder o sentido de pista. Pelo contrário, tem-no, e como poucos. Tudo o que já provou ser capaz enquanto A&R e responsável de editora, provou enquanto DJ. E torna obrigatório que se pegue no seu lema : deixemo-nos perder no seu som. Ele sabe o caminho.”



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This