Lydia Lunch

A artista de spoken-word vem a Portugal para um concerto na ZDB.

Cantora, artista de spoken-word, música e actriz, Lydia Lunch é das figuras mais carismáticas da arte urbana das últimas três décadas.

Figura de extrema influência de forma pluridisciplinar na arte performativa feminina, Lunch começou o seu percurso artístico na segunda metade da década de 70, quando chegou a Nova Iorque ainda durante a adolescência. Apanhando-se no meio do turbilhão do punk que assolava o underground local, cedo começou a criar contactos e a envolver-se com alguns dos mais interessantes artistas da cidade (para a história fica a mítica faixa “I Need Lunch” dos Dead Boys, a ela «dedicado»).

A primeira banda digna de menção de que fez parte foram os Teenage Jesus & The Jerks, que, ao lado de projectos como os DNA, Mars, Theoretical Girls e James Chance & The Contortions epitomizaram a no-wave nova-iorquina. Depois da curta vida dos ~, Lunch prosseguiu a sua carreira musical sob várias formas, destacando-se os 8 Eyed Spy, bem como os seus primeiros lançamentos a solo, nomeadamente o cabaret niilista da estreia Queen of Siam. Ao longo dos anos 80 colabora com algumas das figuras mais importantes da música independente da década: Sonic Youth, Einstürzende Neubauten, Nick Cave & The Bad Seeds, Michael Gira ou Foetus (Jim Thirwell), entre outros. No campo do cinema surge como actriz em trabalhos de realizadores com interesses temáticos convergentes aos seus: Richard Kern, pela exploração e questionação da temática sexual e da perversão; Nick Zedd, pela «fetishização» do cinema de xplotation. Neste campo conta ainda com colaborações com a realizadora Beth B., aparecendo ainda em vários documentários realizados ao longo dos seguintes anos.

A sua abordagem de confronto, personalidade de raro impacto e qualidade como performer e poetisa acabaram por gerar o início do seu trabalho no campo da spoken-word em 1984 com a edição de The Uncensored Lydia Lunch, actividade que tem exercido e aprofundado, de forma contínua, até ao tempo presente. É exactamente no campo da palavra falada que as suas duas actuações em Portugal se inserem, surgindo um ano após o seu mais recente lançamento Memory and Darkness, com o saxofonista e trompetista Terry Edwards, álbum auto-proclamadamente focado “no sexo, violência, obsessão e vício”.



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