Magnetic Fields

O regresso a Portugal de Stephin Merritt, que vem apresentar aos muitos fãs portugueses o mais recente “I”.

Depois do tremendo sucesso no CCB em 2001, os Magnetic Fields regressam a Portugal com um novo disco no seu reportório. O concerto promete encher no próximo dia 20 de Outubro a Aula Magna em Lisboa.

Os Magnetic Fields são, na sua quase totalidade, responsabilidade do génio multi-instrumentista Stephin Merritt, que desde muito cedo se dedica à produção musical, mas que apenas em 1999 encontra o caminho para o relativo sucesso, através de um álbum triplo que surpreendeu a crítica dita “especializada”. Os três CDS de “69 Love Songs”, serviram de apresentação a um maior número pessoas, daquele que é sem sombra de dúvida um dos maiores “songwriters” do final do século XX e foram o mote para o concerto da banda no CCB em 2001.

Em “69 Love Songs”, o tema tão geral como é o AMOR, é revisto através de quase todos os ângulos, conservando o conceptualismo que é imagem de marca da banda em todos os seus registos. Pensado para ser um espectáculo musical, com um conjunto de interpretes rotativo e com cerca de 100 canções, o disco triplo ficou-se pelas 69 (diz-se que a decisão do número teve a ver com aspectos visuais da capa), tornando-se num marco da música contemporânea do final de século.

Em Maio deste ano, surgiu no mercado um novo álbum dos Magnetic Fields, aquele que foi possivelmente o mais complicado da carreira da banda devido ao seu antecessor. “I” conta com mais catorze novos temas (todos começados com a letra “I”), onde a voz gasta de Merritt descreve-nos mais um pouco do seu mais íntimo e pessoal onde o amor mais uma vez marca significativa presença, mas não é órfão como sentimento, juntando-se a ele a ansiedade e a esperança.

Por entre temas que podiam muito bem figurar no tripo 69LS, encontramos algumas pérolas, como por exemplo “I wish I had an evil twin”, onde Merritt descreve como seria bom ter um irmão gémeo (mauzinho), para matar os seus inimigos; ou a mais romântica “It’s Only Time”, onde podemos encontrar uma das mais belas passagens de todo o álbum que prova toda a qualidade de Merritt como letrista: “Why should I stop loving you a hundred years from now? It’s only time”.

Continuam a ser as letras e o ambiente criado aquilo que mais marca a música dos Magnetic Fields. Os temas podem não ser muito bem interpretados e Merritt até pode em muitos casos desafinar, mas a verdade é que são músicas intemporais. Quando se ouve as faixas pela primeira vez, parece que já as ouvimos em algum lado e ficamos com a sensação que as iremos ouvir daqui a muito tempo. São hinos à música e merecem toda a atenção.

Actualmente, os Magnetic Fields são formados por Sam Davol, John Woo e Claudia Gonson, para além do óbvio Stephin Merritt que ultimamente também tem dedicado muito do seu tempo aos seus vários projectos, como os The 6Ths e os Gothic Archies. A sua tournée europeia vai estacionar em portugal no dia 20 de Outubro na Aula Magna, o local perfeito para um concerto que se espera belo, intimista e onde a cumplicidade com o público vai ser evidente.



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