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Male Bonding

A consumir sem moderação.

Os Male Bonding são três, Robin Christian, John Webb e Kevin Hendrix, tocam e vivem juntos. Vão estar dia 21 de Janeiro no Musicbox Lisboa para uma estreia em Portugal, com direito a novo guitarrista. Contem com rock à séria!

Começaram a tocar juntos precisamente porque partilhavam a mesma casa, e o nome – Male Bonding, reflecte pois a relação destes três ingleses de Dalston (arredores de Londres com uma cena punk cada vez mais sólida). A música surgiu após muita conversa, diz-nos Robin. “Quando moramos todos juntos, acabamos por falar imenso.” Mas acreditam que “não se deve pensar muito sobre aquilo que é ou devia ser uma coisa natural e fluída” e por isso mesmo “nunca falámos muito sobre o tipo de música que queríamos fazer. Nunca tivemos essa conversa.”

A falta de tempo com o emprego do dia-a-dia não lhes permite projectos paralelos para além dos Male Bonding mas confessam que gostariam de “ter mais tempo para tocar. Gostamos quando as bandas têm projectos paralelos.” De resto, quando não estão a fazer música tambem trabalham com música. Inveja! Trabalharam durante muito tempo em lojas de discos, aquele trabalho que todos os que gostam de música almejaram ter um dia. “Trabalhar numa loja de discos é fixe. Conheces uma facção importante do público, do encantador ao terrivelmente decadente.”

A internet, dizem, veio “modificar tudo na música. É mais fácil para as bandas divulgarem a sua música. Se queres editar o teu próprio 7’’ então podes enviar o artwork por mail e mp3s, e três semanas depois tens 500 discos à porta de casa. Depois podes vendê-los através do teu site e mais tarde assinar com a tua editora de sonho! Não era assim tão fácil quando os Fugazi lançavam discos por conta própria.”

Têm até ao momento dois álbuns (“Nothing Hurts” e “Endless Now”) editados pela americana Sub Pop, a mesma que edita as Vivian Girls, Beach House, Fleet Floxes, Vetiver, entre outros de uma interminável lista de artistas incríveis. Esta oportunidade, ao início, aumentou a responsabilidade mas dizem-nos que “a Sub Pop deixa-nos fazer aquilo que queremos. Eles são os maioires! Sempre se mostraram super compreensivos. Como um pai a confortar o seu filho pré-adolescente, nervoso, ranhoso e cheio de acne.”

Antes da Sub Pop, os Male Bonding editaram uma série de EPs pela Paradise Vendors Inc., a editora criada por eles. Por agora, a Paradise Inc. está num impasse, entre uma venda “em que ainda não apareceram ofertas interessantes” ou a continuação. “Andamos a falar de lançarmos alguma coisa no início do próximo ano.”

Um novo álbum por enquanto ainda não está a caminho, afinal “o natal vem primeiro”. Fizeram uma pausa na tour (para a época natalícia), que tem corrido bem. Apesar de não se preocuparem demasiado com a reacção do público. “Não há nada pior do que googlares o nome da tua própria banda. Não temos esse desejo de ver o que as pessoas pensam. Não seria construtivo”. Recomeçam em Janeiro para se apresentarem pela primeira vez em Portugal, onde nunca estiveram mas sabem “que tem boas praias e bom futebol” ou não estivéssemos a falar com ingleses. Acreditam que funcionam melhor em palcos mais pequenos, por isso o concerto no Musicbox promete!



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