Maltês

Maltês

Vamos fazer amigos entre os animais...

Os Maltês são o João Neto, o Ricardo Frutuoso, o Jonny Dinamite e o Tiago Chefe. Trazem-nos um EP cheio de animalidade numa sonoridade que lembra o Grand Canyon, uma cadeira de baloiço no alpendre e umas botas sujas de terra pousadas na bancada. A apresentação foi no dia 27 de Maio na Lx Factory, e diz que “Correu à maneira. O pessoal gostou”.

Este é um projecto que já vem de trás, embora a ideia de Maltês tenha surgido por causa dos animais. “Há um renascimento do projecto com metade da formação, metade da sonoridade e nenhum dos temas… Até agora!” diz-nos João Neto. E garantem: “Temos animais para um álbum inteiro”. Cada um dos integrantes de Maltês mantém ou manteve projectos paralelos; João nos Oioai, Ricardo nos Toranja e nos Rádio Macau, e Jonny nos Murdering Tripping Blues, e isso, é claro, traz bagagens bastante diferentes para este projecto.

O EP, para quem ainda não reparou, já está disponível online no Bandcamp da banda desde dia 16 de Maio, e João confessou-nos que “é bom ter o EP online. As reacções têm sido boas.” São quatro músicas, quase que se pode dizer que é uma para cada integrante. Todas sobre animais, todos de espécie e origens díspares. Na escolha dos temas “houve animais que foram convidados, outros entraram à força!” garante João. Perguntámos se os animais são alguma metáfora e João responde-nos que “há animais que são melhores metáforas que outros, mas são todos porreiros.” Não temos dúvidas disso.

O nome, Maltês, confirma esta ligação com a fauna animal. Para além de ser um cão é também, como João nos esclarece, “um gato cinzento, mais uma ligação com animais…”. Apesar de “não termos músicas sobre gatos”. Mas há em Maltês esta ideia de viagem ou de viajante solitário. João lembra-se de Corto Maltese o marinheiro, e talvez também por causa disso lembra-se do “Maltês” que “é um tipo de Malta, a ilha. Dorme na malta, com os trabalhadores itinerantes.” A esta ideia de viajante solitário, perguntamo-nos se não faria sentido também incluir um Lucky Luke no final de cada história no seu “I’m a poor lonesome cowboy” e João sugere-nos que “desertos e marinheiros estão sempre de mãos dadas.”.

Para este trabalho, os Maltês tiveram “um ano de animais” mas João lembra que “comparado com o “The Wall” foi um instantinho”. Para o futuro próximo, os animais para já ficam de lado. “O futuro é para continuar com a banda. Os animais vão descansar no próximo disco, apesar de serem sempre bem-vindos.”

Maltês. É para ouvir com gosto. Em finais de tarde soalheiras no campo.



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