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“Manolete – Sangue e Paixão”

Um filme que reduz o símbolo de um País a um homem perdidamente apaixonado

Manuel Laureano Rodríguez Sánchez, nasceu em Córdoba, a 4 de Julho de 1917. Mais conhecido como Manolete, Manuel Sánchez é considerado por alguns como o maior toureiro de todos os tempos.

Manolete contribuiu para embelezar as touradas ao incluir movimentos em que era capaz de ficar quase imóvel quando o touro passava perto do seu corpo e, ao invés de dar os passos separadamente, permanecia no mesmo local e juntava quatro ou cinco passos consecutivos, uma série compacta.

A 29 de Agosto de 1947, o toureiro morreu após levar uma chifrada na coxa direita, um evento que deixou a Espanha em estado de choque. Em respeito à morte de Manolete, o general Francisco Franco, ditador da Espanha, ordenou três dias de luto nacional, durante os quais hinos fúnebres eram ouvidos no rádio. “Manolete – Sangue e Paixão” conta a história do dia do falecimento do toureiro, com memórias do início da sua relação com Lupe Sino, 18 meses antes. Adrien Brody e Penelope Cruz dão vida ao casal. O filme invoca, acima de tudo, a cultura das touradas espanholas, e mostra o lado pessoal de Manolete.

Infelizmente, o filme não passa de um romance. Durante 92 minutos, apenas conhecemos o lado pessoal de Manolete e Lupe: como se conheceram, o que queriam um do outro, o que faziam um pelo outro. O lado realmente conhecido de Manolete como toureiro ficou praticamente esquecido, sendo apenas lembrado em algumas imagens – uma mais-valia no filme – dos anos 1940, com o verdadeiro Manolete em praças e a tourear. O único elemento fora da relação do casal é a presença da morte que, no filme, está sempre na cabeça e nos sonhos do toureiro. Evidente está que os actores são claramente bons, já mostraram que o são noutros filmes, mas aqui não têm uma grande margem para o mostrarem. Manolete é simplesmente reduzido a um homem apaixonado e obcecado pela morte. Um ponto alto é a banda sonora. É, em grande parte, na banda sonora do filme que sentimos que o filme fala sobre um espanhol, que percorre Espanha, o número um na arte de tourear, e que foi um símbolo do País.

Vale a pena ler mais sobre o toureiro e aprender quem ele era, pois o filme não faz justiça ao toureiro que era Manolete.



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