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Mark Lanegan | “Blues Funeral”

Mortos e Desenterrados

Mark Lanegan, que a receber um título musical seria qualquer coisa como “o barítono do rock”, está de regresso à boa vida em modo longa-duração oito anos após a edição de “Bublegum”. Desde então tem trabalhado com gente como Isobel Campbell, Greg Dulli ou os Soulsavers, mas há já muito que o planeta ansiava por um disco deste ex-Screaming Tree, porventura uma das melhores bandas que fez parte do panorama grunge sem nunca ter ligado puto a isso.

Mark Lanegan Band – Blues Funeral from Hemerson on Vimeo.

“Blues Funeral” assemelha-se a um roteiro musical para a desconsolada vida de um ex-drogado, e a sua forma de olhar o mundo após ter obtido uma clareza visual não prevista. A ânsia pelo regresso à má vida surge, como uma sombra, em cada uma das letras que acompanham a viagem, lembrando que nunca há liberdade para quem, um dia, fez um pacto com a heroína.

O rock surge envolto em camadas de sintetizadores, arranjos grandiosos e guitarras desviantes, seguindo a voz cavernosa de Lanegan para todo o lado. Musicalmente variado, “Blues Funeral” é um disco cativante e intoxicado, onde pequenos silêncios e rugidos aterradores surgem numa estranha e recomendada complementaridade. Já não era sem tempo Sr. Mark Lanegan.



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