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Matterfall | Análise

Um jogo sci-fi de plataformas com (demasiado) techno à mistura!

Este é o novo jogo da Housemarque, o estúdio que desenvolveu o excelente Resogun. Matterfall é um jogo diferente deste título, misturando disparos com recurso aos dois analógicos, com uma componente bastante forte de jogo de plataformas, acompanhado de techno, muito espetáculo de luzes e flashes no ecrã. Sensacionalismo visual não falta, como é hábito na Housemarque, mas Matterfall fica um pouco aquém do que a produtora nos vinha a habituar.

Matterfall baseia-se num hipotético futuro onde a raça humana ganhou dependência de uma tecnologia desconhecida que poderá criar sérios problemas. Aqui, jogamos como Avalon Darrow, numa história não muito interessante e que apenas serve de desculpa para o nosso protagonista andar a limpar hordas de inimigos. Ao contrário das naves de Resogun com a sua jogabilidade aérea, em Matterfall o protagonista usa e abusa das plataformas enquanto dispara em todas as direcções. Imaginar um Resogun em jogo de plataformas até parece uma boa ideia na teoria, mas a verdade é que Matterfall possui algumas questões técnicas de jogabilidade que o limitam e frustram o jogador. Uma das opções mais estranhas, quase ideologicamente nesta geração de videojogos em que vivemos, é ver que Matterfall obriga os jogadores a usar o botão R1 para saltar. Algo raro e ao qual, sinceramente após várias horas de jogo, nunca me consegui totalmente habituar. Através do uso do dash podemos congelar os inimigos, o que depois facilita a sua eliminação. Através do L2, o protagonista cria plataformas e paredes transparentes, influenciando assim uma jogabilidade que até é bem original.

O problema é quando temos de fazer tudo isto em simultâneo. Executar um dash, saltar, criar plataformas e, ao mesmo tempo, ainda eliminar inimigos que aparecem em doses industriais pelo ecrã. Algo que obviamente só se intensifica com o avançar dos níveis, com enormes avalanches de inimigos de cada vez, sendo que ao início a acção até demora a ganhar ritmo para facilitar a introdução à jogabilidade.
Visualmente, o jogo não desilude, com recurso a partículas por toda a parte. O mesmo se pode dizer sobre o design dos níveis que é variado o suficiente, sendo que no final de cada nível um existe sempre um boss final. Estes confrontos são sempre interessantes e organizados em diversas fases diferentes. O mais chato é mesmo o techno que raramente dá tréguas e assume uma intensidade demasiado forte para um jogo que, já por si, é intenso visualmente. Volta e meia, dei por mim a reduzir o som à música do jogo e a ligar o Spotify na PS4.

Seja como for, Matterfall tem conteúdo que chegue para o seu preço (€19.99 na PlayStation Store) e ainda adiciona longevidade com as tabelas de pontuação, as áreas secretas para descobrir, assim como os humanos que temos de resgatar. Não obstante algumas lacunas, Matterfall consegue ser um jogo divertido quando o jogador se habitua à mecânica de jogo e a assinatura da Housemarque está bem presente.



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