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Megafaun

O colectivo norte-americano de psych folk estreia-se em solo nacional já este mês, no próximo dia 24 de Fevereiro, no Musicbox, em Lisboa.

A banda sediada na Carolina do Norte e liderada por Phil Cook atravessa o oceno para apresentar ao público português o seu mais recente trabalho em registo de longa-duração “Megafaun”, lançado em 2011. Um espectáculo que promete.

Joe Westerlund, o “homem” da bateria, esteve em discurso directo para a Rua de Baixo.

“Megafaun”, o vosso último álbum de estúdio, tem sido apresentado um pouco por todo o mundo. Como tem sido, ou como descrevem a recepção por parte dos vossos fãs a este vosso novo álbum?

Eu penso que nos estamos a safar bastante bem, até agora. As pessoas parecem gostar dele, mas também reconhecem que representa um passo importante numa nova direcção. Tivemos esse forte feeling ainda em estúdio, à medida que os temas foram ganhando vida, de que estavam a alcançar um novo nível de qualidade para nós. Depois de termos uma série de digressões às costas, compreendemos melhor que tipo de músicas precisamos na nossa vida para chegar até às pessoas.

Na vossa opinião, quais são os pontos fortes do álbum que o estão a tornar tão bem sucedido entre o público?

Neste momento, acho que a música «Real Slow». Foi o primeiro tema que aprendemos a tocar juntos na gravação, e abrimos todas as noites da nossa última digressão com ela. Agora, estamos a alterar o alinhamento do repertório com o objectivo de aumentar a energia da improvisação. Estamos também à procura de sucesso brevemente. Alguns dos temas que se tornam os melhores são os mais curtos. De momento, temos um quarto membro no nosso concerto ao vivo, por isso estamos capazes de interpretar estas músicas de forma muito semelhante ao álbum. Eu penso que termos agora essa habilidade nos nossos espectáculos proporciona mais divertimento a algumas pessoas.

A 22 de Fevereiro actuam no Musicbox, em Lisboa, que será certamente uma grande oportunidade para mostrar a vossa música ao público português. Neste momento, são já capazes de criar alguma expectativa sobre aquela que será a recepção do público naquela noite?

Nem por isso. Nunca sabemos o que esperar, mas posso afirmar definitivamente que estamos muitíssimo entusiasmados por tocarmos na tua cidade pela primeira vez.

Durante os últimos tempos têm vindo a promover “Megafaun” em vários países europeus. Pode a internacionalização ser vista como uma aposta ganha para os Megafaun? Sentem um bom feedback internacional?

Nós adoramos tocar na Europa. As pessoas que trabalham nos vários sítios por onde temos passado são muito mais hospitaleiras e trabalhadoras do que nos EUA, na sua maioria. Achamos que ter um dia muito livre de preocupações de trabalho com boas pessoas tem um grande impacto na forma como actuamos.

Se o stress é muito durante o dia, ele acaba por se constituir como um obstáculo para a noite correr bem, por isso apreciamos bastante a oportunidade de actuar continuamente para além do oceano.

Quais foram as ideias e influências mais importantes que tiveram em mente quando começaram a escrever os temas? Como foi todo o processo da produção do álbum?

Acima de tudo, nós apenas nos queríamos concentrar em cada canção individualmente, e não preocuparmo-nos demasiado sobre como seria o resultado da gravação como um todo. Eu acabei de me mudar para Los Angeles, o que limitou o nosso tempo para ensaiarmos em conjunto. Nós enviámos uns aos outros ideias para canções online, e depois aperfeiçoámo-las no estúdio, uma de cada vez. A gravação quase que se construiu sozinha, dia após dia. Não houve de forma alguma grandes planos, apenas a preocupação em fazer de cada canção o melhor que poderia ser. Cada um de nós teve mais liderança individual no processo de composição desta vez, sendo que foi algo que aconteceu naturalmente, um resultado derivado de um maior crescimento enquanto compositores.

Este mais recente trabalho é o vosso quarto lançamento em cinco anos. Um curtíssimo espaço de tempo para quatro lançamentos de álbuns. Algum descanso para breve? Uma pausa para os próximos tempos?

Estamos a planear gravar no Outono deste ano, por isso eu penso que estamos a demorar mais tempo entre as gravações, mas sentimo-nos certamente mais ocupados do que nunca. Creio que quando começas a crescer surgem mais responsabilidades, e por isso precisas de um pouco mais de espaço para fazeres com que cada feito valha a pena. Antigamente, nós realmente só queríamos continuar a produzir mais e mais música com o objectivo de melhorarmos a nossa escrita, intepretação e gravação (tudo coisas que nunca tínhamos feito antes da banda começar).

É óptimo ver, ainda mais nos dias de hoje, a diversão e o aproveitamento total do palco por parte de um artista quando está a actuar. Quero dizer, é muito bom quando vemos um músico tirar vantagem disso e a vossa banda parece, muitas vezes, divertir-se imenso quando está em cima do palco. Quão importante é para vocês conseguir trazer essa energia para cima do palco?

É, possivelmente, a melhor característica desta banda. Nós realmente preocupamo-nos com o facto de deixarmos as pessoas perceberem o quão emocional e excitante é estar a tocar num palco todos juntos. Somos uma verdadeira família e amamo-nos muito uns aos outros. Isto faz com que viver numa carrinha todos juntos seja muito mais suportável, mas existem definitivamente momentos difíceis entre nós. Isto permite-nos aproveitar a grande sorte que temos que é fazer música juntos.

Depois do lançamento de “Megafaun”, o que segue para a vossa banda? Têm alguma surpresa na manga para um futuro próximo?

Eu tento estar afastado de mergulhar em truques de magia! (risos) Não, a sério, para além de gravarmos, continuaremos com a nossa digressão. Também temos alguns projectos para o próximo ano que envolvem alguns dos nossos ídolos musicais, mas ainda não posso revelar quem ou o quê…!!!

Estão entusiasmados para o concerto de estreia em Portugal?

Claro! Sim, Portugal sempre esteve na nossa lista de lugares para ir, por isso estamos em êxtase!



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