“Menino da Mamã” de Álvaro Magalhães

“Menino da Mamã” de Álvaro Magalhães

Os mimos do melhor do mundo

Ter orgulho nos nossos pequenos é tarefa inata. Sejam eles petizes ou já mesmo papás, nunca deixam de ser os maiores alvos dos infindáveis mimos das mamãs. Cristiano Ronaldo não é exceção.

E é a relação entre o craque do Real Madrid e a senhora sua mãe que versa “Menino da Mamã” (Verso da História, 2015) de Álvaro Magalhães, espécie de diário pouco secreto e ficcionado (nas palavras do autor, «ainda mais real») que revela alguns dos segredos da atribulada e exigente vida de Ronaldo, aqui apresentado como alguém cujo ego grande serve de escudo e filtro para as mais variadas e caricatas situações.

Escrito na “primeira pessoa”, “Menino da Mamã” revela tudo e mais alguma coisa sobre os tiques e truques de Ronaldo, a relações com os maiores rivais (Messi no centro das atenções), os namoros secretos ou mais populares, a desconstrução do Tiki-taka, afinal uma invenção da própria mamã Dolores, ou mesmo as táticas de sucesso de Mourinho assim como alguns episódios de Alex Ferguson, Jorge Mendes ou Irina Shayk.

Pelo meio ficamos também a saber os três mandamentos do “Abelhinha” (adivinhem quem será…), os pesadelos que impedem Cristiano de dormir, histórias sobre uma certa bola de borracha, o porquê das mulheres não gostarem de futebol, memórias do mundial de 1966 que enchem todos de orgulho e são sinónimo de sonhos inspiradores e prémios como a “Fralda de Ouro”, troféu que é uma «realidade paralela à Bola de Ouro».

No fundo, estamos perante de uma delirante e muito divertida história que assenta uma narrativa assaz interessante de Álvaro Magalhães que tem no apoio ilustrado de Carlos J. Campos um poderoso aliado para transformar os muitos minutos de leitura de “Menino da Mamã” em momentos de inspirado e inspirador prazer.

Para ler antes de adormecer ou depois de um estafante dia de aulas, “Menino da Mamã” é um pedaço de sonho, inspirado num misto de imaginação e realidade, sobre alguém que preferia conversas de futebol em vez da história do Gato das Botas e que muitas vezes, rapaz birrento, muda de CR7 para CRP(roblem) mas que facilmente regressa à colmeia mais doce do universo: o colo da mamã.



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