Mestres da Ilusão

“Mestres da Ilusão”

Promete muito mas não passa de uma ilusão

“Prestem atenção… Pois quanto melhor julgarem estar a ver… Menos verão na realidade!” é o foco do filme “Mestres da Ilusão”, de Louis Leterrier que conta a história dos melhores ilusionistas do mundo, também conhecidos como “Os Quatro Cavaleiros”: Henley Reeves, J. Daniel Atlas, Merritt McKinney e Jack Wilder (Isla Fisher, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson e Dave Franco, respectivamente).

Este quarteto, que já se conhecia anteriormente, juntou-se por magia e é em nome da magia que, durante as suas actuações, executam uma série de truques tão ousados como assaltar um banco em Paris sem sair de Las Vegas (sim, leram bem, assaltar um banco em Paris sem sair de Las Vegas) e, estilo Robin Hood, roubam os que são ricos à custa da corrupção, homens como Arthur Tressler (Michael Caine), para dar, imaginem só, à sua audiência (eu cá não me importava nada de assistir a um espectáculo deles!). 

Essas performances colocam uma equipa do FBI, formada pelos agentes Rhodes e Fuller (Mark Ruffalo e Michael Kelly), uma agente da Interpol, Alma Dray (Mélanie Laurent), e um especialista em desmascarar ilusionistas, Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), numa luta constante para os apanhar, embora sem grande sucesso.

Com um início que imprime um forte impacto no espectador, é um filme que tem um argumento original mas que podia ter sido ainda melhor concretizado, pois está repleto de acção, perseguições, intrigas e reviravoltas, tendo também alguns momentos divertidos e prendendo a atenção por remeter constantemente para o fantástico. Para além disso, demonstra que existe uma mecânica muito lógica por detrás do que, aparentemente, não é mais do que magia (e que encantador é este conceito…).

Lamentável é que o seu final, no mínimo surpreendente (nunca se revela o final de um filme!), seja, no entanto, mal conseguido, tendo em conta tudo o que foi apresentado anteriormente. A combinação entre um início tão poderoso e um final bastante mais pobre – comparativamente com o princípio e até mesmo com o resto do filme –, não foi risonha e, nesse sentido, infelizmente, trata-se de um filme que podia ter ainda mais potencial, o que é um pouco triste na medida em que é bastante apelativo visual e auditivamente e é, sem dúvida, um bom entertainment.

Destaque para o desempenho de Jesse Eisenberg, que surge muito mais expedito e intenso do que em 2010, aquando do seu protagonismo como Mark Zuckerberg em “The Social Network” (“A Rede Social”), filme pelo qual ficou mais conhecido, devido à extraordinária visibilidade que o filme teve quando foi lançado. Em “Mestres da Ilusão”, Eisenberg incorpora uma personagem cuja personalidade resulta de uma interessante união: a de ser, simultaneamente, extremamente forte seguríssimo de si, sobretudo no que se relaciona com as suas capacidades como ilusionista e, no que diz respeito ao seu antigo amor – a sua parceira Henley Reeves –, frágil e vacilante.



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