Metasonic.Lx

Três dias para descobrir o experimentalismo na criação artística nacional. De 14 a 16 de Julho no Goethe Institut em Lisboa.

Com organização da Granular, associação cultural sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento e à promoção da arte experimental, decorre nos dias 14, 15 e 16 de Julho, no Goethe Institut em Lisboa, a primeira edição do festival Metasonic.Lx, onde se pretende divulgar o melhor do experimentalismo artístico nacional.

Embora sendo uma área muito pouco divulgada e referenciada, a arte experimental tem evoluído bastante nos últimos anos. Para além dos avanços tecnológicos e da sua acessibilidade por parte de todos, o público está mais atento à produção “alternativa”, nos diversos quadrantes da expressão artística.

A Granular tem como principal objectivo servir de suporte ao experimentalismo e a todos os artistas que criam de uma forma livre. Para além de documentar e inventariar toda a produção nacional, a associação pretende servir de ponte entre o artista e o público, criando uma verdadeira comunidade. Para isso são editadas regularmente newsletters e outras publicações, bem como a realização de sessões junto das escolas e instituições que visam promover e incentivar a produção artística.

É através desta constante necessidade de mostrar e divulgar a produção nacional que nasceu o Metasonic.Lx, onde alguns artistas e projectos nacionais vão mostrar as suas criações.

O festival está repleto de motivos de interesse. André Gonçalves é um dos nomes para o primeiro dia. Conhecido por trabalhar com outros projectos, “In Her Space” e “Anabela Duarte Digital Quartet” na manipulação áudio, as editoras “Groovement” e “Lisbon City Records” em trabalhos relacionados com vídeo, o artista apresenta o trabalho que tem desenvolvido nos últimos tempos. Em “Resonant Objects”, André Gonçalves explora a relação do som com o espaço, mediante a abordagem directa dos fenómenos físicos. Este projecto venceu a Bolsa Ernesto de Sousa de 2005 e foi recentemente apresentado em Nova Iorque com assinalável êxito.

No dia seguinte, 15 de Julho, podemos descobrir o trabalho do veterano Emídio Buchinho, actualmente professor da Restart e membro da direcção da Granular. Com um currículo recheado de participações em praticamente todos os meios culturais (teatro, cinema, televisão), o designer/operador e montador de som/músico e compositor, apresenta-se acompanhado com uma projecção de vídeo.

A fechar os três dias de festival, o projecto da editora Crónica, @C surge acompanhado da austríaca Lia. “30×1” consiste na manipulação em computador da sonoridade do vidro e de instrumentos acústicos de percussão de vária natureza (peles, madeiras e metais). Sem dúvida que é uma interessante proposta.

Aqui fica o programa das festividades:

14 de Julho:

– antónio josé ferreira: paisagens electroacústicas: ruído, percepção e estética (conferência/difusão)
– andré gonçalves: resonant objects (instalação/performance)
– carlos santos/joão silva: crossing points (performance com projecção vídeo)

15 de Julho:

– miguel cabral: Bin Varactor (instalação/performance)
– rui costa: sightseeing for the blind (performance)
– emídio buchinho: punkt (performance com projecção vídeo)

16 de Julho:

– nuno rebelo / vítor rua: surf faces (performance)
– vítor joaquim: kwertying zapruder (performance com projecção vídeo)
– @c + lia: 30×1 (performance com projecção vídeo)



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