micro fiar

Micro Fiar 2019

Três dias para a performance, a dança, o teatro, o circo e as artes de rua em Palmela

Um lavadouro, uma biblioteca, uma adega, uma escola, um teatro e a deambulação pelas ruas de Palmela são os lugares deste carismático festival que até envolveu uma comunidade de skateboarders.

O Micro Fiar 2019, versão em formato reduzido do FIAR, festival internacional de artes de rua que desde 1999 mobiliza a vila de Palmela em torno das artes da rua, da performance e da participação comunitária, montou estacas no último fim de semana de julho e irá apresentar, entre outras intervenções,  A Morte da Audiência de Bruno Humberto, Boca Ilha – O Rosto Que Ninguém Vê de Nuno Nunes , Folheação de Miguel Castro Caldas, Julieta bebe uma cerveja no Inferno, de Tiago Vieira, Sweet Drama, de Dulce Duca, Toca de UM COLETIVO, uma criação de Cátia Terrinca,  a A Rapariga Mandjako de Rui Catalão  e Sweet Drama, de Dulce Duca, um trabalho em processo que a partir do circo, teatro, dança junta uma comunidade de skateboarders.

São vinte e quatro ações, desde o teatro, dança, performance, instalação, música, circo, oficinas de formação, com durações que vão desde os vinte e cinco minutos a uma hora e um quarto, que na sua diversidade se dirigem a públicos que vão desde os 3 anos, e que, tendo o seu centro no Cine Teatro São João,  se estendem pela Adega da Casa de Atalaia,  pela Escola Básica Joaquim José de Carvalho, pelo  Lavadouro de Santa Ana, pelo Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela e também, pela deambulação itinerante pelas ruas da vila. Esta ocupação do território é aliás uma marca de sempre do FIAR, que fez com que ele se tornasse um paradigma da intervenção comunitária.

Rui Catalão, Tiago Vieira, Bruno Humberto, Cátia Terrinca e Miguel Castro Caldas, são assim alguns dos criadores nacionais que participam, e que ajudam a reforçar a forma como o FIAR valoriza a área da performance. Sobre o campo das artes performativas, embora já tenha havido, naturalmente, uma grande evolução desde que em 1996 Luís Castro e a Karnart trouxeram o conceito de perfinst para a atividade teatral, e por maior que nos últimos anos tenha sido o desenvolvimento nos domínios da criação, produção, formação, investigação e circulação (e que tal seja traduzível no enquadramento que as políticas públicas de apoio à criação artística fazem das suas práticas) talvez ainda se possa considerar emergente.

Uma das marcas do FIAR, para além da sua aposta nas artes de rua, no novo circo e na performance,  tem sido o trabalho de intervenção comunitária. Quer seja com pequenos grupos, como a criação do projeto teatral Avozinhas, quer seja através de um grande acontecimento como o Pino do Verão, que num palco improvável, a Encosta do Castelo, chegou a juntar numa homenagem ao verão três centenas de participantes provenientes de bandas filarmónicas, coros, associações locais, actores e cantores líricos. Neste aspecto destaque este ano para Wave Dance Lab + 55 Anos, resultado do Laboratório de criação coreográfica de Rafael Alvarez e para as Oficinas dos Ares e de Clown, com Inês Oliveira e Graça Ochoa que se inserem num outro aspecto relevante do FIAR, as residências artísticas e a formação.

 

microFIAR 2019

26, 27 e 28 de Julho, Palmela

PROGRAMA

 

 

26 de Julho

 

19h30 – Abertura Oficial do microFIAR

Vinha e Fé – Vindima tradicional, um processo 

De Alexandre Nobre

 

Local: Adega da Casa de Atalaia

Produção: FIAR, Centro de Artes de Rua

 

 “Vinha e Fé”, na busca das tradições vitivinícolas da região de Palmela, é uma reflexão sobre a condição humana assente sobre três vértices: a relação com a terra, com a fé e com o progresso.

 

 

21h30

Wave Dance Lab + 55 Anos

De Rafael Alvarez

(Laboratório de criação coreográfica/espectáculo)

Local: Cineteatro S. João | Duração: aprox. 30m | Classificação: m/6

 

Direcção artística e coreografia: Rafael Alvarez

Direcção técnica e desenho de luz: Nuno Patinho

Produção e difusão: Rafael Alvarez | BODYBUILDERS

Acolhimentos: Micadanses (Paris) e Carpintarias de São Lázaro (Lisboa)

Parcerias: FIAR/CAR (Palmela), EIF(E) – Escola Informal de Fotografia (espectáculo)

Apoio à internacionalização: Fundação Calouste Gulbenkian

Projecto WAVE apoiado pela República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

 

Projecto de formação e criação coreográfica para maiores de 55 anos e seniores que desafia os participantes para a exploração e desenvolvimento de uma proposta coreográfica a partir de  “Grande Onda” de Hokusai obra icónica do pintor japonês Hokusai, criada em 1830 .

 

 

22h30

A Morte da Audiência

De Bruno Humberto

(Performance/teatro)

Local: Cineteatro S. João | Duração: aprox. 40m | Classificação: m/16

 

Texto, autoria, som, coreografia e performance: Bruno Humberto

Fotografia: Jesus Ubera

 

Uma performance acerca da natureza do público – as expectativas, relações,

tensões e papéis que cada um assume, individualmente ou em grupo numa

situação de espectáculo ou terror cénico. 

 

 

27 de Julho

 

11h00

Oficinas dos Ares e de Clown

Polo de Formação FIAR/ Inês Oliveira e Graça Ochoa

(Aula aberta)

Local: Cineteatro São João | Duração: aprox. 25m | Classificação: m/4

 

Formadoras: Inês Oliveira e Graça Ochoa

Coordenação: Dolores de Matos com Tânia Baldé

Produção: FIAR, Centro de Artes de Rua

 

Esta aula aberta cruza num exercício único o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nas Oficinas dos Ares e de Clown. A chave principal é o prazer do jogo. Conhecer o nosso corpo e as suas possibilidades é muito importante para que possamos jogar com ele e essencialmente brincar.

 

17h00

Boca Ilha – O Rosto Que Ninguém Vê

De Nuno Nunes

(Teatro)

Local: Adega da Casa de Atalaia | Duração: 75m | Classificação: m/12

 

Ideia original: Carolina Bettencourt

Encenação e espaço cénico: Nuno Nunes

Dramaturgia e interpretação: Carolina Bettencourt, Miguel Curiel

Produção: Margarida Mata

Figurinos: Rita Oliveira

Fotografia original: Carlos Carvalho

Montagem fotográfica para cartaz: Francisco Cajada

Captação de vídeo: Mariana Curiel

Montagem de teaser: Paulo Quedas

Apoio à residência artística: Teatro O Bando – Palmela

Co-produção: WALK&TALK (Açores)

Projecto financiado pelo programa: “Põe-te em cena” – Governo Regional

dos Açores

Apoios: Junta de Freguesia do Beato (Lisboa), GTIST – Grupo de Teatro do

Instituto Superior Técnico (Lisboa), TUP – Teatro Universitário do Porto,

Antena 1 (Açores), CPAI – Clube Português de Artes e Ideias

 

O que acontece quando duas palavras se combinam? Ou quando um poema sucede a outro? Ou dois actores se debatem entre si? Em que sítio encontramos o poeta que vive nas palavras que nos legou? Partindo da obra de diferentes poetas portugueses dois actores disputam os seus papéis.

 

18h30

Folheação

De Miguel Castro Caldas

(Performance)

Local: Escola Básica Joaquim José de Carvalho | Duração: 30m | Classificação: m/12

 

Concepção e texto: Miguel Castro Caldas

Objecto cénico: Sara Franqueira

 

As folhas de um texto, como referência para a relação entre quem fala e quem ouve numa performance quem que o próprio autor “dá o corpo ao manifesto”.

 

21h30

Julieta bebe uma cerveja no Inferno

De Tiago Vieira

(Dança/ performance)

Local: Lavadouro de Santa Ana | Duração: 40m | Classificação: m/6

 

Direcção: Tiago Vieira
Prólogo: Teresa Machado
Apoio técnico: Luís Gomes

 

 

Partindo de uma reescrita das palavras de Julieta de Shakespeare, pretende-se um encontro num dilúvio, um sacrifício perante a espera, a exaustão e a impossibilidade de deixar de amar.

 

22h30

A Vila

De Bruno Humberto e Rui de Almeida Paiva

(Teatro musical) – 1º momento

Local: Cineteatro São João | Duração: 60m | Classificação: m/12

 

Dramaturgia e encenação: Bruno Humberto e Rui de Almeida Paiva

Música original e direcção musical: Philippe Lenzini

Elenco: Bruno Humberto, Graça Ochoa, Maurícia Barreira Neves, grupo de teatro “As Avozinhas” e pessoas da comunidade. Com a participação dos músicos Samuel Pedro, Diogo Sousa,  Rúben Garção da Silva e do coro “1º de Maio”.

Produção: FIAR, Centro de Artes de Rua

 

Uma nave espacial aterrou nas margens da Vila. Sobre a porta, um letreiro a néon intermitente: “A sorte do azar”. No interior, quatro mulheres sentadas escutam a banda que repete a mesma música à demasiado tempo…

 

 

28 de Julho

 

11h00

Um Ponto que Dança

De Sara Anjo

(Leitura encenada)

Local: Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela | Duração: aprox. 60m | Classificação: m/3

 

Criação e interpretação: Sara Anjo

Cenário: Martina Manyà

Sonoplastia: Artur Pispalhas

 

Através do livro Um ponto que dança, esta leitura encenada aborda a imensidão do movimento, desde os mais pequenos e quase invisíveis como o piscar de olhos ou o dobrar do dedo mindinho, até aos enormes, como o movimento das nuvens no céu, ou o trânsito rápido e veloz dos carros na rua.

 

17h00

Sweet Drama

De Dulce Duca

(Circo contemporâneo) – Apresentação informal

Local: itinerante; parte da Rua de Olivença e segue até ao Fontanário do Largo de S. João | Duração: 40m | Classificação: m/3

 

Ideia original e texto: Dulce Duca

Direção: John Nicholson

Interpretação: Dulce Duca

Banda sonora original: Tam Cooper

Participação: Comunidade local de skateboarders e vizinhos

Produção: Dulce Duca & SeaChange Arts (UK)

Apoio: Arts Council England

Coprodução: FIAR, Festival Vaudeville Rendez-vous

Apoio a residências e apresentação work in progress: FIAR, Erva Daninha – Festival Trengo, La Central del Circ (ES), The Albany (UK), SeaChange Arts (UK)

 

 “Sweet Drama” trata da história de uma mulher singular e universal. Ela é boa pessoa e bem intencionada. Só que é também um bocadinho impulsiva e reage muito rapidamente aos acontecimentos da vida criando facilmente o caos à sua volta. Circo, teatro e dança aliam-se neste espetáculo de rua contemporâneo com um toque de absurdo, de cómico e, simultaneamente, intenso. Com a participação especial de skateboarders. Trabalho em processo, “Sweet Drama” estreará em Setembro deste ano no Reino Unido e voltará ao FIAR em 2020.

 


 

 

18h30

Toca

De UMCOLETIVO

(Instalação/ Performance)

Local: itinerante; parte do Largo da Boavista e segue até ao Parque Venâncio da Costa Lima | Duração: 45m | Classificação: em curso; sugestão m/12

 

Criação e interpretação: Cátia Terrinca

Dramaturgia: José Pinto

Sonoplastia: Diogo Arouca Rodrigues

Imagem: João P. Nunes

Produção: Márcia Conceição/ UMCOLETIVO

Permuta com: A Salto – tomada artística da cidade de Elvas

 

“Toca” é um esconderijo no qual o público é convidado à gravidez, numa exploração dramatúrgica que despe a mulher-actriz de si, descendo até ao seu interior.

 

 


A Rapariga Mandjako

21h30

A Rapariga Mandjako

De Rui Catalão com Joãozinho da Costa

(Teatro)

Local: Pátio da Adega da Casa de Atalaia | Duração: aprox. 50m | Classificação: todos

 

Dramaturgia e encenação: Joãozinho da Costa e Rui Catalão

Luzes: João Chicó

Produção: [PI] Produções Independentes

Coprodução: Câmara Municipal da Moita/Centro de Experimentação Artística; FIAR

[PI] Produções Independentes é uma estrutura apoiada pela República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes.

 

“A Rapariga Mandjako” relata o despertar de Joãozinho da Costa para a consciência de si mesmo e das suas acções, a partir do momento em que o pai lhe faz uma proposta de noivado com uma rapariga da sua etnia. A sua recusa leva-o a aproximar-se de outra jovem que conhece no Vale da Amoreira, e que lhe é apresentada como “Jennifer Lopez”. 

 

22h30

Sopros

De Dolores de Matos e Luciano Amarelo

(Circo contemporâneo)  Apresentação informal

Local: Cineteatro S. João | Duração: aprox. 30m | Classificação: m/3

 

Direcção artística: Dolores de Matos e Luciano Amarelo (versão 2019); com Branko Potocan (versão 2020)

Dramaturgia: João Pedro Azul

Interpretação: Diogo Santos e Donatello Brida

Composição musical: Donatello Brida

Cenografia e figurinos: Marta Carreiras

Produção: FIAR, Centro de Artes de Rua

 

Sopros é simultaneamente, uma celebração e uma reflexão sobre o gesto criador, sobre o artista e o seu público. Sobre a obra. A obra não como fim mas antes como princípio, princípio de uma certa imortalidade. E o que é o acto criativo se não essa turbulência, esse mergulhar no caos?

 

 

Organização

FIAR/ Centro de Artes de Rua

 

 

 

 

Informações úteis:

 

Entradas:

Bilheteira e acolhimento no Cineteatro S. João.

Horário de 2ª a 6ª: 9h30>11h45; 14h15 > 16h15;

dias do festival: 9h30>23h

Bilhetes online: https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/79052-microfiar_festival_de_artes_de_rua-municipio_de_palmela/

Passe diário: 10€

Passe festival: 15€

Crianças dos 3 aos 12 anos: 50% de desconto.

Abertura: dia 26/07/2019 a entrada é gratuita.

O passe dá acesso a todos os espectáculos mediante lotação dos espaços.

 

Para mais informações:

fiarcultura@gmail.com

Telefone: 965214731

 

https://www.facebook.com/artenaviladepalmela

https://www.facebook.com/events/739241099826859



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