Miguel Fernandes | Entrevista

Miguel Fernandes | Entrevista

LISB-ON 2015. O Parque Eduardo VII transformado num #jardimsonoro

É já nos próximos dias 5 e 6 de Setembro que o Parque Eduardo VII acolhe a segunda edição do LISB-ON, festival urbano virado para as batidas electrónicas.

Depois de uma primeira edição bastante positiva, a organização brinda este ano a cidade “alfacinha” com um cartel de luxo composto por algumas figuras incontornáveis da música de dança.

De um passado relativamente recente, marcam presença os míticos Jazzanova, colectivo Berlinense responsável pela produção de material ímpar nos últimos 20 anos e Michael Mayer, o Sr. Kompak a quem foi confiada a missão de finalizar o #jardimsonoro.

Destaque para outras figuras de proa da actualidade, como Nina Kraviz, a menina bonita Siberiana da música de dança e, claro, Nicolas Jaar, o sofisticado produtor da música ambiente/dança que já teve a companhia de Carminho e Gisela João em palcos portugueses. Da Noruega, Todd Terje, que revitalizou a nu-disco e promete um final de tarde incendiário.

Completam o cartaz Palm Trax, de Bristol, os portugueses Fandango, Mirror People & The Voyager Band e Isilda Sanches na tarde de sábado. No domingo há também abertura com produções nacionais: Rui Miguel Abreu e Mr. Herbert Quain que se adivinha como uma das surpresas do evento.

A RDB esteve  a conversa com uma dos organizadores do LISB-ON, Miguel Fernandes para tentar descobrir um pouco mais sobre a iniciativa e o que podemos esperar da segunda edição do LISBO-ON

Como surgiu a ideia de criar o LISB-ON no Parque Eduardo VII?

Miguel Fernandes: Na origem do LISB-ON está a ambição de produzir uma festa que nos retratasse, a nós e à cidade. Isto impôs-nos a responsabilidade da escolha do local, que pelo horário e conceito teria que ser um jardim dentro de Lisboa.

Chegámos ao Parque Eduardo VII com um preconceito, talvez  pela relação do espaço com outros eventos, nos quais não nos revíamos. Foi só até encontrarmos este cantinho e… ficámos rendidos! Um emblema da cidade que mais parece uma tapada, bem no coração de Lisboa? !ue me desculpem todos os outros, não há melhor local!

O cartaz do ano passado já foi bastante atractivo mas este ano surgem mais “pesos-pesados” de diferentes estilos da música electrónica. Pretendem com isto chegar a um público mais abrangente?

Quando pensamos em música, pensamos exclusivamente em coisas de que gostamos e queremos continuar a pensar assim. O cartaz deste ano terá conseguido essa abrangência? Espero que sim e sem abdicar das nossas preferências.

Mantemos como relevante, no plano internacional, proporcionar aquilo que para nós são referências, sejam pioneiras ou mais recentes. E no plano nacional dar o palco a projectos, sejam promessas ou consagrados da música portuguesa, com uma roupagem mais electrónica!

Alguns destes nomes, nomeadamente a Nina Kraviz e o Michael Mayer, são habitués em alguns dos melhores clubs da cidade. Como achas que o público vai reagir ao vê-los a tocar em open-space?

Creio que expectativa existe tanto em relação ao local como em relação ao horário. Tocar à tarde, e num jardim, começa por ser um desafio para os artistas.

Habituados a tocar noite dentro, têm no horário e no local a possibilidade de construir algo diferente de uma madrugada. São atmosferas únicas que a luz do dia torna diferentes de uma pista de dança de clube!

No caso de Nina Kraviz e Michael Mayer falamos dos dois artistas que encerram o Sábado e o Domingo, respectivamente. O que eu espero é um final de Sábado em modo “pedra de toque” para a noite que se avizinha, rica na programação de todos os associados. Não faltam razões para quem queira continuar noite dentro…

E no Domingo espero um finale emotivo, sorrisos cúmplices e muitos abraços! O voto de confiança atribuído ao Michael Mayer não foi um acaso.

Acredito que o público beneficiado, corresponderá. E se assim for, poderemos dizer missão cumprida.

Há alguma novidade do #jardimsonoro, relativamente ao ano passado, que possas revelar?

Sim, há algumas!

Decidimos abrir as portas do recinto às 14h00 e à mesma hora que começam as actuações. Outra novidade é que no Sábado terminamos uma hora mais tarde (às 24h00 em vez de 23h00) e com isso temos mais uma hora para dançar.

Também alterámos um pouco aquela lógica em que os headliners tocam mais tarde, que de dia não nos parece fazer o mesmo sentido. Por isso, será possível assistir a Nicolas Jaar às 18h00, Andras & Oscar às 16h00, Jazzanova às 17h20, ou Fandango logo às 15h30, para referir alguns. Chamo a atenção porque é importante chegar cedo, evitam-se filas e ouve-se mais música.

Como apoio à “Casa dos Animais de Lisboa” lançámos uma campanha em que todos podemos contribuir. Como? o valor, seja qual for – e 0,5€ é melhor que nada –  que deixarem nas pulseiras (chip porta-moedas usado como forma de pagamento dentro do recinto) será doado.

Também fizemos um reforço de parceiros no food-court a pensar em melhorar a oferta.

Mais novidades? Terão que entrar para ver.

O que queres, realmente, ver no LISB-ON?

Eu sou suspeito… mas Fandango, Mr. Herbert Quain, Todd Terje, Andras & Oscar, Nicolas Jaar e Michael Mayer são imperdíveis!

O que andas a ouvir neste momento?

Hmmm… tenho um ouvido multipolar. Nils Frahm, Howling, Gramatik, Ólafur Arnalds, Christian Loeffler, Lake People, Ryiuchi Sakamoto, Alva Noto ou Tom Jobim são companhias habituais nos últimos tempos.

Podemos ficar descansados com a edição do LISB-ON 2016?

Sim. Em modo baby-steps, mas descansados!!



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