Miles Kane @ TMN Ao Vivo (8.11.2013)

Miles Kane @ TMN Ao Vivo (8.11.2013)

Miles Kane merece maior reconhecimento

Depois do seu álbum de estreia (“Colour of Trap” de 2011), Miles Kane regressa com “Don’t Forget Who You Are”.

O seu nome está e estará sempre associado a bandas como The Rascals ou Last Shadow Puppets. E de certa forma é nessa sombra que continua a viver, faltando sempre um pequeno boost para saltar para os tops internacionais, onde merece estar.

Miles Kane é todo ele rock n’ roll como já poucos são, como se tivesse acabado de sair da era Beatles, com toda a estética da época, tanto musical como visual. E este álbum segue o mesmo caminho, com excelentes singles possíveis, mas continuando under rated e não se consegue explicar a razão! Ouvimos «Tonight», «Taking over» ou até mesmo o slow «Fire in my heart» e fica-se realmente com poucas palavras para descrever as criações e ainda menos para explicar como estas não tem maior airplay, tanto nacional como internacional.

O mesmo se sentiu no concerto de Lisboa, dia 8 de Novembro, no espaço da TMN Ao Vivo.

A abertura esteve a cargo dos The Doups, um quarteto setubalense, que sofreu com alguns feedbacks menos positivos mas que ainda assim não deixou de afirmar o seu potencial; salienta-se realmente o poder da guitarra principal. Uma banda a dar passos fortes no que toca a airplay nacional.

A sala meio vazia enquanto a primeira banda tocava não deixava antever uma sala cheia para o concerto de Miles Kane, apesar de à porta estar uma fila (pequena) para entrar desde as 15 horas! Adolescentes de 17 anos, com cartazes, super contentes porque conseguiram uma foto com o próprio Miles… Deviam ter trazido mais amigos, já que a sala tinha umas 200 pessoas, fazendo com que fosse perfeitamente possível caminhar entre a audiência e chegar perto do palco.

Mais uma vez não se percebe o que faltou a Miles Kane para esgotar o TMN Ao Vivo ou até levar o concerto a um espaço maior. Depois da estreia em solo nacional em 2012, no festival Optimus Alive!, Kane deu um concerto cheio de energia, muito rock e excelente relação com o público. E este respondeu positivamente, saltanto, cantando, mostrando que eram poucos mas realmente bons. Com uma audiência bastante heterogénea, com os referidos miúdos que esperaram à porta da sala pela abertura de portas, e malta da idade do próprio Miles (a rondar os 30) e os mais velhos que provavelmente o ouviram através de alguém inserido nos grupos anteriores.

Houve vários momentos altos durante o concerto, mas salienta-se realmente o pedido de encore, feito com o refrão da música que dá nome ao álbum e a última música «Come on», talvez o single com maior reconhecimento.

O próprio Miles Kane merece maior reconhecimento. Esta é realmente a conclusão da noite e depois de se ouvir os dois álbuns que este Sir do rock lançou!



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