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Milhões de Festa

Nos dias 23, 24 e 25 de Julho, Barcelos acolhe a 3ª edição do festival Milhões de Festa. O cartaz, que conta com cerca de 60 bandas e DJ’s, nacionais e internacionais, vem dar continuidade ao trabalho da promotora Lovers & Lollypops com o objectivo de levar as vanguardas musicais a quem de direito, nós. Festão mínimo garantido.

A maioria de nós nunca ouviu falar de Barcelos a não ser pelo já famoso galo, pelo menos até à Lovers & Lollypops nos ter trazido de lá uma série de bandas emergentes, e incríveis, do melhor rock nacional. Mas não acaba aqui: nos dias 23, 24 e 25 de Julho, no Parque Fluvial de Barcelos, a cidade dá-nos “Milhões de Festa” com The Fall, Toro Y Moi, El Guincho, Valient Thorr e muitos outros. Tantos! É um desfile de 57 bandas e DJ’s em representação das melhores vanguardas da música nacional e internacional.

A Lovers & Lollypops

Joaquim Durães, fundador da editora e promotora Lovers & Lollypops oferece à cidade do Porto, desde há cinco anos, todos os concertos que, até então, só aconteciam em Lisboa. Além disso, fez da cidade de Barcelos a cidade do rock. Foi pela mão da Lovers & Lollypops que bandas como os Black Bombaim, ALTO! e The Glockenwise chegaram ao mundo – e nós agradecemos. O “Milhões de Festa”, segundo o próprio, é apenas a continuidade do trabalho que tem vindo a desenvolver com a Lovers & Lollypops, quer com a organização de concertos, quer na edição e promoção de bandas. A estas funções acumula a direcção e programação do festival, agora barcelense.

Barcelos

A ligação do promotor a Barcelos passa pelo “facto intransmissível de ter nascido lá”, como conta, mas também pela vontade que vê nos miúdos, que viu crescer, em tocar instrumentos: “há dezenas de putos a ensaiar por tudo que é canto e a curiosidade deles é insaciável”. E é precisamente neste cenário que o “Milhões de Festa” surge na cidade de Barcelos, segundo Joaquim Durães, “uma cidade que vive da urgência de criação como a que se sente em Barcelos só pode ser o melhor sítio para um festival como é o Milhões”.

O Milhões

Ter três bandas marcadas na mesma semana, no ido ano de 2006, foi razão mais que suficiente para a edição inaugural do “Milhões de Festa”, onde durante quatro dias, no “Uptown”, no Porto, “não devemos ter vendido mais de 100 bilhetes”, explica-nos Joaquim Durães. No ano seguinte, na “Censura Prévia”, em Braga, “decidimos reavivar o  Milhões”, conta, e foi nesse ano que “nasceu o festival propriamente dito”. Após dois anos de ausência, o “Milhões de Festa” regressa, mas o espírito é o mesmo da última edição garante-nos o promotor: o do verdadeiro “jantar de empresa”.

Os triângulos invertidos, feitos hype na rede social do costume, o facebook, são a decoração gráfica da festa deste ano, foram pensados para que parecesse um verdadeiro “arraial popular com bandeirinhas e tudo”, esclarece Joaquim Durães.

As pessoas

“Inicialmente queríamos apenas a cedência do espaço mas a abertura das entidades camarárias foi surpreendente e de repente tínhamos um festival instituído na e pela cidade de Barcelos e a bola de neve não pára de crescer”, explica Joaquim Durães sobre as parcerias com a Câmara Municipal de Barcelos, a Casa da Juventude, a Empresa Municipal de Desportos de Barcelos e a Ilha da Fantasia que apoiam, em formatos diversos, a organização do festival.

Ainda assim, apesar dos apoios e do cartaz megalómano, encontrámos – como seria de esperar – o melhor do espírito DIY (Do It Yourself) no “Milhões”: “a estratégia é a mais inocente possível” e o critério de programação “o mais egoísta possível”. O objectivo dos programadores, que se juntaram a Joaquim Durães, é ter as bandas que sempre quiseram ver ao vivo e que “de outra forma seria impossível”, acrescenta.

Na Comissão do “Milhões de Festa”, conta Joaquim Durães, fazem parte “pessoas com quem normalmente trabalho e outras com as quais sempre quis trabalhar”. O maior desafio, segundo o próprio, será naturalmente “articular toda esta imensidão de bandas e artistas para que tudo corra sem grandes problemas nem atrasos”, cujos números rondam, neste momento, cerca de 300 seres humanos musicalmente iluminados.

O Festival

Há quem diga que o “Milhões de Festa” é o novo “Paredes de Coura”, e sobre isso Joaquim Durães diz sentir-se lisonjeado, pois como explica, é o seu primeiro festival, pelo qual nutre “grande respeito e carinho”. Ainda assim, salienta que “a programação e conceito do festival parecem-lhe bastante diferentes”, e até associa mais rapidamente o “Milhões” a um “festival como o Barroselas Metal Fest do que com um Sudoeste TMN…”, conclui.

É de conhecimento geral que não se pede que se escolha entre o pai e a mãe – mas pronto, não resisti –, por isso num cartaz que conta com 57 bandas e DJ’s o promotor não consegue escolher, o que é legítimo, um: “mais do que tudo sinto um grande orgulho no cartaz que conseguimos apresentar”. Joaquim Durães confessa ainda que, do primeiro ao último, estará “na fila da frente de todos os concertos”.

A Festa

Da Manchester dos anos setenta, Mark E Smith e os seus The Fall são, sem dúvida, um dos nomes mais míticos deste cartaz. Mas há mais, em representação do rock estado unidense contamos com Valient Thorr, Year Long Disaster e Karma To Burn. E porque nem só de rock se faz a América do Norte, os Captain Ahab apresentam-se com o seu pop-punk-electrónico e Toro y Moi com mais pop, desta experimental. Recentemente foram ainda anunciados os Monotonix, israelitas explosivos, a provar que no Médio Oriente também há rock do bom – tão! E da outra metade (mais coisa, menos coisa) da Península Ibérica contamos com os ritmos dançantes e veraneantes do catalão El Guincho e dos cabeças de cartaz Delorean. Não esquecer os Crystal Fighters – a dever parte da formação ao Reino Unido –, que nos dão mais uma razão para amar Londres, que entre o folk e a electrónica prometem mais festa da boa. Da Terra de Sua Majestade chega ainda Gold Panda, o londrino obcecado pelo Japão, com ritmos psicadélicos dançáveis. De lembrar também a presença do duo Appoloosa.

A representar Portugal temos os melhores para todos os gostos: os PAUS – que lançaram recentemente o seu EP de estreia, “É Uma Água” –, o rock dos locais Black Bombaim, ALTO! e The Glockenwise, os bracarenses Long Way to Alaska, passando pelo já merecido regresso dos Riding Pânico, e ainda Men Eater, Crisis, Sizo e a inesperada sensação do momento: Rudolfo, o próprio. Também nos discos há prata da casa: Xinobi, Bandido$, Fabulosa Marquise e André Granada são apenas alguns dos nomes confirmados.

O objectivo, esse, é só um: “fazer a melhor festa possível”, reitera Joaquim Durães. São 57 – lembram-se? – as razões que têm para ir a Barcelos. Preparem as mochilas, as tendas e as latas de atum: em Barcelos é aos milhões, a festa.



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