Misty Fest 2016 | Antevisão

Misty Fest 2016 | Antevisão

Eis-nos chegados à sétima edição do sempre surpreendente Misty Fest. O figurino é decalcado da edição anterior mas, não sendo festival para manter-se parado, o Misty praticamente duplicou o número de artistas, de salas e de cidades onde ecoarão os seus sons, destacando-se no seu roteiro a estreia do arquipélago dos Açores. Évora, Loulé, Torres Novas e Leiria são os outro novos paradeiros desta edição.

Os concertos do Misty Fest espraiam-se pela primeira quinzena de Novembro, arrancando no dia de Todos-os-Santos e fechando no Domingo dia 13.

É Piers Faccini quem terá a honra de cortar a fita do Misty Fest 2016, em pleno Cinema São Jorge, onde debitará as novas canções presentes em “I Dreamed An Island”, o trabalho de estúdio que estreou na semana passada, onde desfila a sua folk trabalhada até ao último detalhe.

No entanto, o destaque primordial desta sétima edição pode facilmente ser atribuído a Andrew Bird, mestre do violino e virtuoso do assobio, que nos visita para apresentar pessoalmente o seu último registo “Are you Serious?”, editado este ano. O espectáculo intitulado An Evening with Andrew Bird, no qual o génio de Illinois estará sozinho em palco, que depressa ficará preenchido com as múltiplas camadas melódicas que compõem as suas canções, acontecerá dia 8 de Novembro na Casa da Música e no dia seguinte no CCB.

Igualmente com disco fresco na algibeira chegará Cass McCombs, dado que “Mangy Love” está nas lojas há pouco mais de um mês. O escritor de canções vem ao Misty Fest num concerto único que terá lugar no CCB a 3 de Novembro, depois de ter passado pela Invicta aquando do Primavera Sound.

Quem também tem data única no festival é a cantora franco-marroquina Hindi Zahra, oferecendo ao auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 5 de Novembro, a chance de escutar o galardoado álbum Homeland. Como o nome indicia, este seu registo mais recente, de 2015, faz uma viagem ao seu passado e infância em Marrocos.

Um dos primeiros nomes a entrar em cena é o compositor Peter Broderick, cuja agenda contém 3 actuações ao abrigo deste festival: 2 de Novembro em Aveiro, 3 de Novembro no Porto e 4 de Novembro na capital. O músico de Oregon lançou “Strangers” em meados de Fevereiro, onde oferece mais composições entre o neoclássico e o ambiental, desta feita com requintes matemáticos e de aletoriedade, que o guiaram na concepção das novas peças.

Outro nome da música neoclásssica com um trio de concertos integrado no Misty Fest é Wim Mertens, que marcará presença em Torres Novas (5 de Novembro), Porto (6 de Novembro e Lisboa (7 de Novembro). O compositor belga, já com mais de 60 títulos na sua discografia, tomará o palco para pôr fim à sua trilogia “Cran aux Oeufs”através do álbum “Dust of Truths”.

Um dos maiores pontos de interesse será a estreia em absoluto em concerto da joint-venture entre Rodrigo Leão e Scott Matthew, que deu este ano origem ao disco “Life Is Long”. O compositor português e o músico australiano são velhos conhecidos, dado que tinham colaborado diversas vezes em trabalhos em nome próprio, mas decidiram dar um passo mais sério nesta relação musical. Estarão em 5 palcos do Misty Fest: Porto, Évora, Lisboa, Coimbra e Loulé, respectivamente.

Igualmente em jeito de parceria no festival estará o Carmen Souza & Theo Pascal Trio, passando por salas de Espinho, Lisboa e Porto. Será interessante assistir ao vivo à mistura entre a música de raízes de Cabo Verde, representada pela vocalista, e o jazz mais puro de Theo, rodeados por um conjunto de intérpretes notáveis.

Falando em música de Cabo Verde, Dino D’Santiago é mais um dos nomes presentes neste riquíssimo cartaz. Esta voz crioula refrescará a plateia do CCB e da Casa da Música, dia 3 e 6 respectivamente.

Quem também é oriunda do continente africano é Selma Uamusse, que depois de muito tempo a emprestar a voz a diversos projectos (Wraygunn, Cacique ’97, Rodrigo Leão), deu recentemente início ao seu trajecto a solo, tendo inclusivamente disponibilizado um single durante o Verão. O furacão moçambicano revolucionará o palco do CCB no dia 2.

José James, por seu turno, traz na bagagem o seu sensual soul-jazz acompanhado pelo poderio da sua voz, com “Love in a Time of Madness” em destaque, e cujas sonoridades ecoarão Porto,  Leiria, e Lisboa.

Da Argentina viajará Melingo, com os seus tangos improváveis, tendo datas marcadas para Leiria e Lisboa. O espectáculo deste artista multifacetado enfocará o seu último registo, “Anda”, que retrata na plenitude o poeta, o clarinetista e o cantor que existe em Melingo. Com forte ligação à terra das pampas, ainda que o passaporte seja brasileiro, o cartaz do Misty apresenta de novo Dom La Nena, repetente nestas andanças, regressando aos palcos lusos após atournée que a edição 2015 lhe permitiu. Desta feita levará as suas canções entre a folk e a pop até Leiria, Porto e Ponta Delgada.

De terras transalpinas virá Enrico Rava  com Tribe, num concerto em que o famoso trompetista far-se-á acompanhar pelo virtuoso trombonista Gianluca Petrella. Os metais brilharão no Porto e em Lisboa, dia 7 e 8.

Por fim, em representação da música nacional o Misty Fest convocou Teresa Lopes Alves e o projecto De Viva Voz. A fadista encantará o público do CCB no dia 5, com o seu fado aveludado e adocicado com outras correntes, como a MPB ou o jazz.

Quanto à aventura de música tradicional portuguesa que reúne Cramol, Maria Monda, Segue-me à Capela e Sopa de Pedra, sob orientação de Amélia Muge, evocará o canto à capela no dia 12, no anfiteatro do Teatro Tivoli BBVA.

Música para variadíssimos gostos, em variadíssimas localizações, para não só alargar a audiência do Misty Fest, como também para assegurar que a qualidade incrementa de edição para edição.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This