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Noites da Rua #2 @ Musicbox

O rescaldo de uma noite bem quente!

Antes de mais, a equipa da RDB salienta dois “muito obrigado”:

#1. A todos aqueles que, durante as últimas semanas, partilharam e divulgaram sob diversas formas o evento das “Noites da Rua @ Musicbox”;

#2. A todos aqueles que estiveram presentes no evento e aos que o seguiram através do streaming feito em parceria com a Central Musical.

Tudo isto é um acto histórico e estóico pelo facto de o evento ter sido igualmente popular nas redes sociais, quase em exéquo com o elevado número de posts que comentavam as vagas de calor que se faziam sentir nos últimos dias por todo o país. O evento andou pelos rodapés das televisões, as rádios, sites, blogs e imprensa escrita, conquistando um lugar entre as sérias medidas de austeridade que serão implementadas nas nossas carteiras. Mas ainda bem que apareceu porque, assim, todos os ministros podem ver que afinal ainda existem pessoas que querem trabalhar e o fazem por gosto. As “Noites de Rua” estão para ficar e continuamos a contar com a tua presença. Muito obrigado.

Depois da estreia de “Noites da Rua @ Musicbox” no passado mês de Setembro, com a banda Feromona como cabeça-de-cartaz e o “duelo” entre os DJ Set RDB Showcases Groovement, achámos que teríamos que fazer algo diferente, que causasse mais impacto. Para aquecer o ambiente da noite de 13 de Outubro, o nosso DJ Mário João veio carregado de discos de vinil e passou um set bastante variado e que se enquadrava na perfeição com as imagens que iam passando da nova coleccão da  Lacoste L!VE.

E aqui tens o primeiro grande momento da noite. O primeiro em muitos sentidos – primeira vez da MIUDA em palco e a primeira apresentação das canções ao vivo. Em palco, Mel e Pedro Puppe primaram pelo minimalismo. Apenas dois elementos da banda partilhando a musicalidade com uma guitarra e uma bateria electrónica. As melodias soavam sob a forma de material em bruto que continuava a ser trabalhado a cada canção que passava. As letras revelam um enorme poder, personificadas por um semblante doce e mágico e que caracterizam também a cantora. Durante o espectáculo limitaram-se a cantar e a receber, por parte do público, os gritos de apoio por parte dos amigos e aplausos amplamente fortes e emotivos por parte dos desconhecidos. Os MIUDA começaram a gravar o seu EP de estreia num formato muito mais roqueiro. Em estúdio contarão com mais dois músicos conhecidos de todos nós e com grande mérito na música portuguesa – falamos de Tiago Bettencourt (ex. Toranja) e Fred Ferreira (Orelha Negra). Ao leme estará Henrique Amaro, fazendo o lançamento pela Optimus Discos. Durante sensivelmente meia hora, os MIUDA cantaram e encantaram todos aqueles que se deixaram embalar e dançar com tamanha vibração vinda do palco do Musicbox. Para o final ficou a canção mais esperada, «Com quem eu quero», cujo refrão bateu recordes de vozes a cantar em sintonia. Deixamos aqui um conselho: faz tudo o que quiseres, com quem quiseres e como bem entendes. Não deixes é de acompanhar o trabalho deste grupo.

Os comentários e zunzuns que cruzaram o espaço do Musicbox eram manifestamente de bom grado por aquilo que tinham acabado de escutar e mostravam-se ansiosos para ouvir a segunda banda convidada pela RDB. O número de pessoas dentro da sala era também ligeiramente maior. Os Alucina são rock. São três rapazes que amam o rock. São três rapazes que vivem para dar e viver o rock. Basta uma guitarra, um baixo e uma bateria para que o barulho feito por três pessoas pareça ser feito por uma orquestra alucinada. O grupo foi convidado para fazer o lançamento e concerto de apresentação ao vivo do seu mais recente EP “Cassete no Interior”, gravado no histórico estúdio Lamouche pelo produtor Joaquim Monte.

Logo para abrir, uma música de ontem porque tem como título «Amanhã» enquanto que o «Vaivém» aconteceu logo a seguir. “Mandem cá para fora as vossas cassetes pá” e assim surgiram os primeiros acordes de «Cassete no Interior», que toda a gente tem e que toda a gente sabe de cor. Fantástico e arrepiante pá!

Para continuar a festa, o grupo partilhou, não no sentido literal claro, o seu «Taparuere», canção que “pertence ao EP velho, mas devemos partilhar a música como quando eu partilho o meu taparuere do almoço”. De facto, o humor não ficou do outro lado da estrada. Atravessou a Rua e reinou por entre todos os que assistiam, dançavam e pulavam as canções do princípio ao fim. E à semelhança dos agradecimentos que a RDB fez, também os Alucina tiveram o seu momento que fica aqui registado: ao Tiago Gouveia pelo design da capa do álbum e a todos aqueles que trabalharam no álbum; à mulher do Fábio (vocalista e guitarrista) por este ter passado noites e fins-de-semana fora e ao grande Movimento Alternativo Rock.

No meio do espírito da festa, houve uma canção dedicada aos fumadores, moche e um tímido crowdsurf. Há que louvar tamanha coragem. Outra canção que se tornou um sucesso, e certamente será um hino, foi «Perigo Tóxico» porque, segundo o vocalista, “quando o pessoal ouve uma asneira numa canção é quando mais reage” e ainda compara reacções à música dos Xutos e Pontapés «Ai a Minha Vida». O concerto continuou com um «Locutor de Rádio Nocturno» e, ultrapassando o momento de introspecção, passou-se para um «Esquentador Inteligente» onde se depreende que devemos ter atenção porque por vezes eles dominam-nos e não nos dão água quente.

Não pensem que as letras e as canções dos Alucina são apenas de paródia. Muito pelo contrário, são letras com mensagens bastante importantes e com metáforas bastante fortes. Quando a RDB os entrevistou, o colectivo manifestou um elevado interesse em vir a tocar em festas académicas porque sentem que os jovens de hoje vão identificar-se com a sonoridade roqueira e com letras que marcam a actualidade. Por isso, se pertences a alguma Associação de Estudante, tens aqui um belo exemplo de sucesso, persistência e profissionalismo.

Depois dos concertos, entre a uma da madrugada até ao raiar da manhã, o som ficou ao comando da One Eyed Jacks, editora gerida pelos Photonz que partilharam a cabine com Javenger Dourado em duas partes: antes e depois do live act de Roundhouse Kick.

Com o nome do golpe preferido de Chuck Norris, a dupla de Portimão ligou a maquinaria em palco para uma sessão de acid-house abençoado pelo Jak que agitou a pista durante a hora e meia de lição. A manobra foi eficaz pelas mãos de Adriana e Igor, produto de uma época em que o digital e o analógico são capazes de redimir qualquer distância espaço-temporal.

De volta aos pratos, houve mais vinil escolhido por Photonz e Javenger num back-to-back que finalizou o showcase da editora em beleza.

O sucesso destas noites também passa por ti porque a Rua é de todos.

No próximo dia 10 de Novembro a RDB celebra mais um aniversário (o oitavo!) e a “Noites da Rua” vai dar muito que falar com um cartaz de luxo, que inclui o lançamento do belíssimo “Drunken Sailors & Happy Pirates” dos a Jigsaw, a estreia em Portugal dos britânicos The Horn The Hunt e os sets alucinantes de ZNTN e Dan Avery / STOPMAKINGME, vindos directamente de Londres para um showcase exclusivo da editora How The Other Half Lives. Existem mais surpresas reservadas, como convidados exclusivos que se juntarão às bandas no palco nessa noite, e uma prendinha dos a Jigsaw. As primeiras 50 pessoas a entrarem no Musicbox nessa noite recebem em primeira mão um single de “Drunken Sailors & Happy Pirates”, com quatro temas.

Por fim, a Lacoste L!VE junta-se à festa e vai dar 150€ em compras ao dono da melhor fotografia da noite, num passatempo cujos detalhes serão anunciados em breve. Vemo-nos a 10 de Novembro, no Musicbox.

Os bilhetes para os dois concertos custam 8€, com direito a uma bebida, e estão à venda na Blueticket. Para o clubbing, o valor é de 6€, com direito a uma bebida.



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