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MODALISBOA LEGACY #1

Sob o tema Legacy, a 43ª edição da MODALISBOA desfilou pelo Pátio da Galé e pelo Paços do Concelho com as tendências para a Primavera-Verão 2015. Ao longo dos três dias – 10, 11 e 12 de Outubro - a organização comprometeu-se a transmitir ao público «um processo continuado de criação que sonha, viaja, projeta e volta a casa». Um legado de estilo que atravessa as ruas da capital e apaixona gerações.

Legacy não é somente um encontro de designers. Ao longo dos anos, o conceito de Fashion Week alastrou e abraçou a imagem de lugar de culto para todos os amantes da moda. Porque a moda nasce dos pormenores e é com eles que cresce e aprende a fazer a diferença, jamais em circunstância alguma a Moda Lisboa se poderia limitar a tecidos minuciosamente trabalhados e moldados na perfeição pelas mãos dos melhores artesãos. Prova disso são as constantes iniciativas que há muito fazem parte do espólio do evento, tendo como exemplo as Fast Talks (ciclo de conferências sobre moda, design, empreendedorismo e inovação) que contaram com a presença de Olga Noronha, Joana Jorge, Sónia Jesus, Dora Dias e Inês Fonseca e a exposição de fotografia Workstation pela lente de Arlindo Camacho, Carla Pires, Pedro Duarte Jorge e Ricardo Santos. Em exibição esteve também A 1ª Ceia | griffehairstyle, exposição de fotografia da griffehairstyle; Sourire Intemporel, um projeto de Antónia Rosa com fotografia de Nuno Beja; e Silent Steps in Empty Rooms, um projeto de Vasco Colombo e Antónia Rosa para a Mente Magazine.

A chuva que alagava a calçada não desmotivou a agitação e o calor que se fez sentir no interior do Pátio da Galé. A honra de inaugurar as passerelles pertenceu mais uma vez aos Sangue Novo. Juliana Cunha, Nair Xavier, Cristina Real, Andrea Lazzari, Joaquim Correia, Olga Noronha, Catarina Oliveira, Banda, Rua 148 e Inês Duvale – eleita a vencedora desta edição – foram os corajosos e promissores designers que estrearam e conquistaram o Legacy. Foram 10 estilistas, 10 olhares diferentes sobre o mundo e 10 coleções que deram inicio a mais uma etapa do legado da moda português.

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Inaugurada a passerelle, foi a vez da estilista Alexandra Moura avançar com as suas propostas avant-garde para a próxima estação. Sob o tema Interverter deparamo-nos com uma máquina de costura que não pára e reproduz tudo à escala da sociedade em que vivemos. Uma sociedade virada do avesso, sem identidade de género definida onde tudo – ou quase tudo – começa a ser permitido. A maquilhagem arrojada que se divide entre o expressionismo abstrato e o cubismo realça os cortes masculinos, os sapatos modernistas e as silhuetas meticulosamente trabalhadas. Azul ganga, cinzento mesclado, preto e bege foram as tonalidades predominantes do corte e costura da designer.

A Ricardo Preto coube a tarefa de encerrar o primeiro dia do Legacy. Os cadeeiros de lustre e a tonalidade dourada do Paços do Concelho concederam à coleção o ambiente de opulência e ostentação que a própria tanto exigia. Contemporary Warriors, ao som da fadista Ana Bacalhau, projeta a verdadeira mulher moderna e urbana. Uma coleção realista adaptada à mulher real, bélica e contemporânea. Uma forte inspiração militar, padrões camuflados e motivos de safari que se unem num primor absoluto às franjas cuidadosamente colocadas sobre as peças, de modo a adaptarem-se ao ritmo da mulher citadina e ao fado que existe em cada um de nós, rematam o primeiro dia desta edição.



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